A Polícia Federal da Paraíba indiciou 69 pessoas suspeitas de fraudar benefícios de auxílio-reclusão e causar prejuízos de R$ 3 milhões à Previdência Social. Em 27 de setembro, na Operação Cárcere, a PF prendeu 27 suspeitos de participar do esquema.
O inquérito foi enviado à 8º Vara Federal, em Souza (PB). Segundo a PF, os auxílios-reclusão foram fraudados pela quadrilha nos Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco.
Dentre os indiciados está um servidor do INSS, que seria o líder deste grupo criminoso, além da mulher dele. O casal continua preso.
O esquema
Segundo as investigações, o trabalho da quadrilha começava com uma aliciadora (mulher do servidor do INSS), que arregimentava uma mulher e um preso dispostos a participarem do esquema, mediante a promessa de pagamento de certo percentual quando fosse concedido o benefício.
Convencendo-os, a aliciadora recebia os seus documentos pessoais e criava um "filho fantasma" para que o apenado passasse a ter dependente e o pagamento do benefício retroagisse à data da prisão do segurado.
Os envolvidos, com ajuda de um funcionário da maternidade, conseguiam formulário de Declaração de Nascido Vivo preenchido com dados falsos, a fim de que obtivessem Certidão de Nascimento materialmente verdadeira.