A Polícia Federal (PF) indiciou nesta terça-feira os 22 empresários e políticos de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul suspeitos de integrar um esquema de negociação de licenças ambientais e atos administrativos para favorecer empreendimentos imobiliários em Florianópolis (SC). O resultado das investigações da Operação Moeda Verde, deflagrada no dia 3 de maio, foi encerrado nesta terça e remetido à Justiça Federal.
O resultado das investigações é que todos os suspeitos presos na Superintendência da Polícia Federal por cerca de cinco dias foram indiciados por suposta participação no esquema. O juiz federal Zenildo Bodnar deve encaminhar o resultado das apurações ao Ministério Público (MP), que oferecerá ou não a denúncia contra os envolvidos.
Os acusados irão responder por crimes diversos, entre eles peculato, corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha. A delegada Júlia Vergara, responsável pelas investigações, não quis dar declarações sobre o indiciamento.
Entre os indiciados estão empresários dos ramos hoteleiro e imobiliário, funcionários comissionados de órgãos públicos, os ex-vereadores Juarez Silveira e Marcílio Ávila, além de funcionários da Fundação do Meio Ambiente (FATMA) e da Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos (SUSP), órgãos responsáveis por concessão de licenças ambientais.