Mais dois pontos de distribuição de medicamentos ilegais foram fechados nesta terça-feira por agentes da Polícia Federal (PF) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – um em São Paulo e um em Brasília –, na segunda etapa da Operação Placebo, iniciada em julho.
Segundo o delegado Adalton de Almeida Martins, da PF, duas pessoas foram presas em flagrante, acusadas de fornecer remédios não autorizados pela Anvisa, como o Lipoestabil, utilizado para emagrecimento; o Pramil, que é similar ao Viagra; e anabolizantes, entre outros.
Documentos e um computador que supostamente teria informações sobre as vendas ilegais de um terceiro fornecedor também foram apreendidos hoje, na cidade de Unaí (MG). O delegado disse que a PF investigará se existe ligação entre os três casos.
— Esses remédios eram vendidos pela internet que, por ser uma rede mundial, pode abrigar uma quadrilha especializada na difusão desse tipo de produto —, disse.
Ele ainda disse que novas operações poderão ser realizadas nos próximos meses.
Caso seja comprovada a venda ilegal dos produtos, os acusados podem ter que cumprir pena por 10 a 15 anos e ser multados em até R$ 1,5 milhão, dependendo da avaliação da gravidade do delito e de possíveis antecedentes.
Na primeira etapa da Operação Placebo, foi fechado um laboratório clandestino na cidade de Ipanema (MG), onde eram produzidos medicamentos supostamente fitoterápicos, desde 2005.
Denúncias de venda ilegal de remédios podem ser feitas à Anvisa pelo endereço eletrônico ouvidoria@anvisa.gov.br e pelo telefone 0800-61-1987.
PF e Anvisa fecham mais dois pontos de distribuição de medicamentos ilegais
Terça, 18 de Setembro de 2007 às 18:44, por: CdB