Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2026

PF desmonta quadrilhas de caça-níqueis e tráfico

Segunda, 04 de Junho de 2007 às 08:16, por: CdB

A Polícia Federal desencadeou na manhã desta segunda-feira a Operação Xeque-mate, resultado de dois inquéritos policiais. A ação tem como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão e mandados de prisão temporária contra envolvidos em crimes como contrabando, corrupção e tráfico de drogas. Os mandados são cumpridos nos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Rondônia e Minas Gerais. A operação conta com a participação de 600 policiais federais.

Durante as investigações surgiram alvos comuns nos dois inquéritos e suas ações coincidiam nos atos criminosos dos grupos ligados à "máfia dos caça-níqueis". O primeiro inquérito policial tinha por objetivo apurar a prática de contrabando e descaminho de componentes eletrônicos para a utilização em máquinas caça-níqueis. Investigaram-se as atividades ilícitas de cinco organizações criminosas que agiam nos Estados do Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Rondônia, atuando na importação ilegal de componentes eletrônicos, na exploração ilegal de jogos de azar e na corrupção de agentes públicos, principalmente policiais. Constatou-se a prática de crimes de contrabando e descaminho, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, sonegação fiscal, formação de quadrilha, tráfico de influência e exploração de prestígio.

O segundo inquérito policial visava a apurar a corrupção de policiais civis e seu possível envolvimento com tráfico de drogas no Estado do Mato Grosso do Sul, mais especificamente em de Três Lagoas. Nas investigações constatou-se que sete policiais civis do município praticaram crime de corrupção passiva (cobrança e recebimento de propinas de criminosos), bem como o envolvimento destes policiais em outras modalidades criminosas, tais como comércio ilegal de armas de fogo e tortura.

Os investigadores acompanharam ainda a ação de estelionatários, de uma quadrilha especializada no furto e desmanche de caminhonetes, além da ação de grupos criminosos que exploram o jogo de azar por meio de máquinas caça-níqueis na região de Três Lagoas e no interior do Estado de São Paulo. A quadrilha pagaria propina aos policiais civis para continuarem agindo impunemente na região. Entre os crimes praticados estavam estelionato, tráfico de influência, exploração de prestígio, extorsão, receptação, contrabando e descaminho, usura, entre outros.

O nome da operação se dá em alusão ao combate da exploração ilegal de jogos de azar no Brasil. O trabalho é considerado um duro golpe às quadrilhas investigadas, como se fosse um "xeque-mate" contra aqueles que exploram o jogo ilegal.

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