Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2026

PF desmonta quadrilha com ex-jogador da seleção brasileira

A Polícia Federal realizou operação nesta quinta-feira para desarticular quadrilha que fraudava o pagamento de loterias da Caixa Econômica Federal no Estado de Goiás com o envolvimento de um ex-jogador de futebol da seleção brasileira, que, segundo reportagens, seria o pentacampeão mundial Edílson.

Quinta, 10 de Setembro de 2015 às 11:15, por: CdB
Por Redação, com Reuters - de Brasília: A Polícia Federal realizou operação nesta quinta-feira para desarticular quadrilha que fraudava o pagamento de loterias da Caixa Econômica Federal no Estado de Goiás com o envolvimento de um ex-jogador de futebol da seleção brasileira, que, segundo reportagens, seria o pentacampeão mundial Edílson. De acordo com a PF, a fraude ocorria por meio da validação fraudulenta de bilhetes de loteria, e os valores desviados podem atingir cifras milionárias. Só em 2014, ganhadores deixaram de resgatar 270,5 milhões em prêmios das loterias.
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De acordo com a PF, a fraude ocorria por meio da validação fraudulenta de bilhetes de loteria
- Os investigadores constataram que o esquema criminoso contava com a ajuda de correntistas do banco, que eram escolhidos por movimentarem grandes volumes financeiros e que foram usados para recrutar gerentes da Caixa para serem utilizados na fraude - disse a Polícia Federal em comunicado. - Dentre esses correntistas foi identificado, inclusive, um ex-jogador de futebol da seleção brasileira - acrescentou. Procurada pela agência inglesa de notícias Reuters, a PF informou que não divulgaria o nome dos suspeitos, mas reportagens em sites de jornais disseram que o acusado é o ex-atacante Edílson, que defendeu o Brasil na conquista do pentacampeonato mundial em 2002. Edílson, de 44 anos e conhecido como "Capetinha", passou por grandes clubes do país ao longo da carreira, como Palmeiras, Corinthians, Cruzeiro e Flamengo. A chamada Operação Desventura contou com cerca de 250 policiais federais para cumprimento de 54 mandados judiciais, sendo cinco de prisão preventiva, oito de prisão temporária, 22 de conduções coercitivas e 19 de busca e apreensão nos Estados de Goiás, Bahia, São Paulo, Sergipe, Paraná e no Distrito Federal. Em nota, a Caixa informou que está colaborando com as investigações em andamento. "A Caixa está tomando todas as providências de abertura de processos disciplinares, apuração de responsabilidades e afastamentos, nos casos de envolvimento de empregados do banco."  
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