Em operação deflagrada nesta quarta-feira, a Polícia Federal (PF) prendeu seis suspeitos de integrar uma quadrilha especializada na fraude de licitações públicas. Um dos presos é funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): Geraldo Luiz Ferreira. Segundo a assessoria de Imprensa da PF, outros seis servidores públicos estariam envolvidos, mas foram liberados pela Justiça, que negou o pedido de prisão temporária.
De acordo com as investigações, as fraudes eram perpetradas em contratos de prestação de serviços assinados pelos Ministério dos Transportes, Ministério da Justiça, Ministério da Ciência e Tecnologia, Senado, Abin e no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). A PF investiga, ainda, se o esquema seria comandando pelas empresas Conservo, Ipanema e Brasília Informática, acusadas de fraudar as licitações. Estas empresas ficariam sabendo, com razoável antecedência, o que seria pedido nos editais de licitação pública, por intermédio de funcionários corruptos. Elas também são suspeitas de subornar outras empresas para que essas não apresentassem propostas em certos processos de licitação.
A PF prendeu, além do funcionário da Abin, outras cinco pessoas ligadas às empresas suspeitas. São elas: Rosana de Souza Cardoso (funcionária da Conservo), Paulo Duarte (funcionário da Ipanema), Marcos Pontes Veloso (dono da Brasília Informática), Vitor Cugula (dono da Conservo) e José Carvalho Araújo (da Ipanema). Ainda segundo a PF, as fraudes aconteciam, com mais freqüência, nas áreas de serviços gerais e de informática, setores em que a quadrilha atuava pelo menos há quatro anos, tinha contratos com diversos órgãos do governo e com o Senado.