Rio de Janeiro, 01 de Janeiro de 2026

PF desarticula quadrilha que fraudava imposto de renda em MG

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram nesta terça-feira a Operação Date a Cesare, cujo objetivo é desarticular uma quadrilha especializada em fraudar

Terça, 30 de Maio de 2017 às 11:28, por: CdB

De acordo com a PF, mais de 300 pessoas estão envolvidas no esquema. Um dos integrantes do grupo era contador de algumas construtoras

Por Redação, com ABr - de Brasília:

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram nesta terça-feira a Operação Date a Cesare, cujo objetivo é desarticular uma quadrilha especializada em fraudar as declarações de imposto de renda de pessoas físicas em Minas Gerais. Foram cumpridos dois mandados de prisão temporária.

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Operação da PF desarticula quadrilha que fraudava imposto de renda em Minas

Também houve determinações judiciais de bloqueio de contas e sequestro de imóveis em Belo Horizonte. No interior do estado, foi realizada a apreensão de computadores, documentos, veículos e outros bens vinculados ao crime.

De acordo com a PF, mais de 300 pessoas estão envolvidas no esquema. Um dos integrantes do grupo era contador de algumas construtoras e informava vínculos de emprego falsos na declaração de imposto de renda retido na fonte, documento que as empresas entregam anualmente à Receita Federal. Em seguida, a quadrilha inseria dados falsos nas declarações de pessoas físicas buscando obter as restituições indevidas.

O nome das construtoras não foi divulgado porque, a princípio, a fraude pode ter ocorrido sem conhecimento de seus proprietários. As investigações tiveram início a partir da análise de informações fornecidas à Receita Federal em 2011. Já foi detectado um prejuízo de R$1,7 milhão. A PF estima que, ao todo, podem ter sido subtraídos dos cofres públicos mais de R$12 milhões.

Os envolvidos poderão responder por crimes contra a ordem tributária, formação de quadrilha, falsidade ideológica e falsificação de documentos. Os beneficiados com as restituições indevidas ainda podem pagar uma multa de até 150% do valor.

Vandalismo

O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, disse na última sexta-feira já ter pedido à Polícia Federal que investigue a atuação dos envolvidos em atos de vandalismo, praticados durante a manifestação Ocupa Brasília, na última quarta. Após reunião com o presidente de facto Michel Temer, ele e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, comentaram o caso, mas evitaram falar sobre o uso excessivo de violência da polícia contra os demais manifestantes.

– Pedimos a investigação da PF em relação à responsabilização dos vândalos. Evidentemente nós apoiamos, prestigiamos e protegemos a manifestação publica. Agora uma coisa é uma manifestação ordeira, democrática. Outra coisa é esse vandalismo. Evidentemente precisamos identificar quem coordena e, se possível, levar a responsabilização aos tribunais – disse o ministro da Justiça.

O general Etchegoyen disse que os envolvidos nos atos de vandalismo são criminosos e devem ser tratados como tal. “Eu não os chamo de grupos radicais. Eu os chamo de vândalos; de criminosos. É um pouquinho diferente de grupos radicais. Os radicais são pessoas com quem se pode conversar. Neste caso, não são pessoas com quem se pode conversar. São posições criminosas”, disse o general.

Ao ser questionado sobre o uso de bombas e armas letais contra manifestantes que não estavam praticando vandalismo e contra jornalistas, Etchegoyen respondeu: “meu amigo, eu acho que polícia jogar bomba em manifestantes em geral é uma visão um tanto quanto unilateral do problema e uma consequência que não faz parte da nossa discussão”.

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