PF deflagra operação para combater esquema de desvio de recursos públicos
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira a Operação Agro-Fantasma para combater um esquema de desvio de recursos públicos, oriundos de um dos programas do Fome Zero, chamado de Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), da ação de Compra Direta da Agricultura Familiar com Doação Simultânea.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira a Operação Agro-Fantasma para combater um esquema de desvio de recursos públicos
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira a Operação Agro-Fantasma para combater um esquema de desvio de recursos públicos, oriundos de um dos programas do Fome Zero, chamado de Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), da ação de Compra Direta da Agricultura Familiar com Doação Simultânea. Os recursos são repassados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a associações e cooperativas rurais.
Segundo a PF, a investigação, iniciada em 2011, ocorreu na cidade de Guarapuava (PR), a partir da deflagração de outra operação, denominada Feira Livre. A partir daí, foram investigados 22 programas dos anos de 2009 a 2013, com evidência de desvios de recursos, em 14 municípios paranaenses (Guarapuava, Foz do Jordão, Honório Serpa, Candói, Ponta Grossa, Irati, Rebouças, Teixeira Soares, Inácio Martins, Fernandes Pinheiro, Itapejara D’Oeste, Goioxim, Pinhão e Querência do Norte).
Estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, sete de suspensão cautelar da função pública, 37 mandados de busca e apreensão e 37 de condução coercitiva, em municípios paranaenses, além de Bauru (SP) e Três Lagoas (MS), todos expedidos pela 2ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba. Foram investigados 22 programas, dos anos de 2009 a 2013, nos municípios paranaense. Segundo a Polícia Federal, em todos os programas investigados foram encontradas evidências de desvio de recursos.
A PF informou ainda que as pessoas foram indiciadas pelos crimes de apropriação indébita previdenciária, estelionato contra a Conab, formação de quadrilha ou bando, falsidade ideológica, ocultação de documento, peculato doloso, peculato culposo, emprego irregular de verbas públicas, prevaricação, condescendência criminosa e violação de sigilo funcional, todos previstos no Código Penal Brasileiro. Funcionários que compõem a cúpula da Conab, no Paraná, e fiscais ligados ao grupo estão sendo afastados, em razão dos indícios de participação nos crimes. Toda a diretoria da Conab-PR e alguns fiscais foram afastados dos cargos, mas os nomes deles não foram informados. Ao todo, 58 pessoas foram indiciadas nos crimes descritos.
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