Esta fase foi chamada de Operação Carbono 14 em referência a procedimentos usados pela ciência para a datação de itens e a investigação de fatos antigos
Por Redação, com agências - de Brasília/São Paulo:
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira a 27ª fase da Operação Lava Jato para investigar a prática dos crimes de extorsão, falsidade ideológica, fraude, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
Cinquenta policiais estão envolvidos nesta operação
Nesta fase, denominada Operação Carbono 14, estão sendo cumpridas 12 ordens judiciais: três mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva em São Paulo (SP), um mandado de busca e apreensão e um de prisão temporária em Carapicuíba (SP), um mandado de busca e apreensão em Osasco (SP) e três mandados de busca e apreensão, além de um de prisão temporária em Santo André (SP).
Os presos foram encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, enquanto aqueles conduzidos para depoimentos serão ouvidos na cidade de São Paulo.
Esta fase foi chamada de Operação Carbono 14 em referência a procedimentos usados pela ciência para a datação de itens e a investigação de fatos antigos.
Ex-secretário do PT
A Polícia Federal (PF) busca aprofundar as investigações sobre esquema de lavagem de dinheiro envolvendo um empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões, contraído junto ao Banco Schahin e supostamente direcionado ao PT.
– Há evidências que apontam que o Partido dos Trabalhadores influiu diretamente junto ao Banco Schahin na liberação do empréstimo fraudulento – disseram os procuradores da Lava Jato.
Foram presos o ex-secretário do PT Silvio Pereira e Ronan Maria Pinto, dono do jornal Diário do Grande ABC e de empresas do setor de transporte e coleta de lixo.
Foram alvo de condução coercitiva o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, condenado no escândalo do mensalão, e o jornalista Breno Altman.
Segundo o Ministério Público Federal, agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de prisões temporárias, busca e apreensão e conduções coercitivas na Grande São Paulo para aprofundar as investigações sobre o empréstimo, que envolvem o pecuarista José Carlos Bumlai, ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Frigorífico Bertin, e o empresário de Santo André (SP) Ronan Maria Pinto, dono de empresa de ônibus na cidade e também preso na quinta-feira.
– Durante as investigações da operação Lava Jato, constatou-se que José Carlos Bumlai contraiu um empréstimo fraudulento junto ao Banco Schahin em outubro de 2004 no montante de R$ 12 milhões. O mútuo, na realidade, tinha por finalidade a 'quitação' de dívidas do Partido dos Trabalhadores (PT) e foi pago por intermédio da contratação fraudulenta da Schahin como operadora do navio-sonda Vitória 10.000, pela Petrobras, em 2009, ao custo de R$ 1,6 bilhão – disse o MPF em comunicado.
Bumlai, que foi preso pela Lava Jato em novembro de 2015 quando a operação revelou o esquema de fraude envolvendo o Schachin e a Petrobras, disse aos investigadores da Lava Jato que ao menos R$ 6 milhões do empréstimo fraudulento tiveram como destino o empresário Ronan Maria Pinto, a pedido do PT.
Para viabilizar a transferência dos recursos ao destinatário final, foi montado um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o empresário, pessoas ligadas ao PT e operadores, de acordo com a investigação. Parte do dinheiro foi para o então acionista controlador do Jornal Diário do Grande ABC em 2004, por indicação de Pinto, que estava comprando o jornal.
A nova operação, contou com 50 policiais federais.
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