A Polícia Federal descobriu o envolvimento de três empresas no esquema de fraude de licitações da Petrobras no Rio. Ainda segundo a PF não está descartada a participação de outras companhias.
Segundo o delegado Cláudio Nogueira, responsável pela Operação Águas Profundas, as empresas subornavam funcionários da estatal para vencer as licitações de reforma e construção de plataformas marítimas de exploração de petróleo.
As investigações indicam, segundo a PF, que o dinheiro do suborno não era declarado à Receita Federal.
O esquema
De acordo com o procurador da República Carlos Alberto Aguiar, autor da denúncia criminal, um dos esquemas funcionava com o repasse de informações privilegiadas, por parte de funcionários da Petrobras, para fraudar licitações viciadas em favor da empresa Angraporto Offshore (criada para a realização de contratos administrativos com a Petrobras, o que vem ocorrendo desde a sua criação em 01 de julho de 2003).
Empresas como a Iesa e a Mauá Jurong também se associaram à Angraporto. Além disso, os réus ocultavam parte dos recursos auferidos com os contratos das licitações, valendo-se de empresas "fantasmas". Com isso, foi desenvolvido um esquema para circulação clandestina desses recursos, com emissão de notas fiscais falsas, possibilitando a sonegação de tributos federais.
Em nota a Petrobras informa que a operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira, envolvendo a prisão de empregados da companhia por fraudes em processos de contratação de serviços, recebeu todo o apoio da empresa durante a fase de investigações.
A pedido da Procuradoria da República do Estado do Rio de Janeiro, a Petrobras não tomou nenhuma atitude anteriormente para não prejudicar as investigações.
A empresa afastou os empregados de suas funções, instalou uma comissão de sindicância para apurar imediatamente as possíveis irregularidades e adotará as medidas cabíveis.
PF decobre envolvimento de três empresas em fraude na Petrobras
Terça, 10 de Julho de 2007 às 13:40, por: CdB