Começam ser ouvidos nesta terça-feira pela Polícia Federal de Campo Grande (MS) os presos na Operação Xeque-Mate. Iniciada na segunda-feira, a operação prendeu 77 pessoas envolvidas em crimes como tráfico de drogas, corrupção e jogos ilegais em seis estados: Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rondônia. A investigação corre sob segredo de Justiça.
Na tarde de segunda-feira, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Genival Inácio da Silva - o Vavá - irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Federal, o delegado responsável pelo caso informou que documentos foram levados da casa de Genival Inácio da Silva, mas não há detalhes sobre o que seriam.
Em viagem a Nova Delhi (Índia), Lula comentou o caso e disse que não acredita no envolvimento de seu irmão.
- Conheço o meu irmão há 61 anos, sou capaz de duvidar que meu irmão tem algum problema, mas de qualquer forma, se a PF fez a investigação, está feita a investigação e isso vale para qualquer um dos 190 milhões de brasileiros -, afirmou.
Entre os presos confirmados pela Polícia Federal na Operação Xeque-Mate está Dario Morelli Filho, cujo filho é afilhado do presidente Lula. Em viagem internacional, Lula confirmou a informação e disse que não teve notícias a respeito da prisão.
- Fui informado que talvez ele estivesse na lista, mas depois não conversei mais com o Tarso [Genro, ministro da Justiça]. Vou ver amanhã. Se foi preso vai ser investigado, interrogado e depois haverá o veredito -, disse. .
As prisões da Operação Xeque-Mate são fruto de dois inquéritos separados que tinham investigados em comum. Um inquérito investigava o contrabando de componentes eletrônicos para a utilização em máquinas caça-níqueis. Os acusados praticavam crimes como corrupção, falsidade ideológica e formação de quadrilha.
O outro inquérito investigava a corrupção e o possível envolvimento de policiais civis do Mato Grosso do Sul com o tráfico de drogas, e, de acordo com a PF, especificamente no município de Três Lagoas (MS). Os integrantes da quadrilha estariam pagando propina para que policiais civis fiscalizassem casas de jogos ilegais.
PF começa a ouvir presos na Operação Xeque-Mate
Terça, 05 de Junho de 2007 às 13:33, por: CdB