A Polícia Federal fez nesta, quarta-feira, em quatro Estados, uma operação contra tráfico internacional de drogas. Após um ano e meio de investigações, que contaram com importante cooperação de organismos policiais de países da América do Sul e Europa, a PF cumpriu mandados de prisão temporária, com prazo inicial de 30 dias, e outros mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio e Minas Gerais. Segundo a PF, durante o período investigativo (18 meses), foram presas 21 pessoas em flagrante e apreendidos duas toneladas e 350 quilos de cocaína; grande quantidade de produtos químicos e maquinários destinados à preparação e adulteração de drogas; armas e munições, incluindo armamento bélico - 10 granadas anti-tanque; 33 veículos; uma aeronave avaliada em R$ 250 mil; aproximadamente R$ 500 mil. A atividade da organização criminosa envolvia desde a internação no Brasil da cocaína proveniente da Bolívia até sua remessa para a Europa e África, e contava, ainda, com a distribuição em menor escala da droga no mercado interno do tráfico. Foi possível verificar a existência de quatro células que, de maneira permanente e coordenada, articulavam-se na tentativa de garantir o sucesso da empreitada. A primeira célula é formada pelos fornecedores da cocaína na Bolívia, local de armazenamento até que houvesse a remessa para o Brasil. Dois irmãos colombianos residentes em Santa Cruz de La Sierra atuavam intensamente nessa fase. A segunda célula é constituída pelos compradores da droga, traficantes brasileiros e estrangeiros, com atuação concentrada nos grandes centros, especialmente na cidade de São Paulo/SP. A terceira célula coordenava os negócios do grupo no Brasil e tinha como gerente o investigado que, sob o pretexto de atuar como advogado e assessor parlamentar na região de São José do Rio Preto/SP funcionava, na verdade, como homem de confiança dos irmãos colombianos que chefiam o grupo. A quarta e última célula é integrada pelos intermediários, uma verdadeira rede de colaboradores, componentes da engrenagem necessária para que o ciclo do narcotráfico internacional pudesse ser completado, o que envolvia o transporte aéreo e terrestre da cocaína e a guarda do entorpecente antes da efetiva entrega a compradores. Os presos serão indiciados, de acordo com suas participações, pelos crimes de tráfico internacional de cocaína, precursores químicos e maquinários destinados à preparação e adulteração da droga; associação para o tráfico; financiamento do crime de tráfico; e tráfico internacional de arma de fogo de uso restrito.
PF combate quadrilha de tráfico internacional
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, em quatro Estados, a Operação Deserto, com o objetivo de desmantelar organização criminosa formada por brasileiros, colombianos, bolivianos e europeus, especializada no tráfico internacional de entorpecentes.
Quarta, 17 de Novembro de 2010 às 11:30, por: CdB