Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2026

PF combate crimes contra o sistema financeiro

A Polícia Federal deflagra, nesta quarta-feira, a operação Sol Nascente, objetivando o combate a crimes contra o sistema financeiro nacional. Serão cumpridos quatro mandados de prisão e nove mandados e busca e apreensão, nas cidades de Marília, Ourinhos e Santa Cruz do Rio Pardo, todas no Estado de São Paulo.(Leia Mais)

Quarta, 27 de Maio de 2009 às 09:45, por: CdB

A Polícia Federal deflagra, nesta quarta-feira, a operação Sol Nascente, objetivando o combate a crimes contra o sistema financeiro nacional. Serão cumpridos quatro mandados de prisão e nove mandados e busca e apreensão, nas cidades de Marília, Ourinhos e Santa Cruz do Rio Pardo, todas no Estado de São Paulo.

Segundo a Polícia Federal, as investigações, iniciadas há quatro meses, resultaram na identificação de esquema criminoso, onde participam diversos integrantes que atuavam de forma fraudulenta no mercado de câmbio, com a comercialização irregular de moeda estrangeira. Há indícios de que alguns envolvidos no esquema possuem contas bancárias em “paraísos fiscais”.
Foram mobilizados 40 policiais para cumprir os mandados.

Diplomas falsos
 
Já em no Estado do Espírito Santo, a Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira, nove Mandados de Prisões e 17 Mandados de Busca e Apreensão, expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal de Vitória/ES. A operação policial denominada Capelo foi desencadeada nos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Guarapari, Piuma e Itarana e visa desarticular uma quadrilha especializada na realização de escutas telefônicas sem autorização judicial, bem como a falsificação de diplomas escolares.

As investigações realizadas pela equipe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (DELEFAZ), que começaram há cerca de três meses, apontaram para a existência de um grupo especializado na realização de escutas clandestinas.

Detetives particulares, motivados por questões financeiras ou por interesses pessoais, “grampeavam” os telefones de seus alvos e passavam semanas espionando as vítimas das escutas. Depois os diálogos ilegalmente interceptados eram vendidos aos clientes.

De acordo com a PF, os gravadores eram colocados nos armários de telefonia existentes nas ruas da cidade e, diariamente, um dos membros da quadrilha abria os armários para trocar as fitas cassetes com os diálogos já gravados.

Entre os acusados está um funcionário de empresa terceirizada por concessionária da área de telefonia, que fornecia aos demais membros infratores todas as informações necessárias à realização dos “grampos”, tais como localização do armário de telefonia e o fornecimento da chave. Os suspeitos contavam com a ajuda de um policial militar e um ex-policial militar.

Paralelamente, outra parte do bando, também encabeçada pelo mesmo mentor, especializou-se na produção e comercialização de diplomas falsos. Os anúncios para venda dos documentos eram livremente exibidos na internet e qualquer interessado poderia adquirir um diploma de 2º grau ou mesmo de curso técnico pagando a quantia exigida.

Para a confecção dos documentos duas escolas virtuais foram criadas, com o único fim de produzir diplomas falsos.

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