A Polícia Federal acredita que é possível identificar antes do segundo turno das eleições a origem de US$ 110 mil dos US$ 248 mil usados na compra de um dossiê da máfia dos sanguessugas contra políticos do PSDB.
Segundo uma fonte da PF que faz parte do comando das investigações, a polícia está otimista com o cruzamento que fará a partir de segunda-feira entre o sigilo telefônico de Hamilton Lacerda, ex-assessor do PT acusado de comandar a compra do dossiê, com o sigilo das operações bancarias de casas de câmbio suspeitas de receber esses dólares em São Paulo. De acordo com essa fonte, se não houver nenhum contratempo da Justiça, a PF tem tudo para saber o dono deste dinheiro antes do dia 29.
A rapidez atende também a um desejo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT no segundo turno.
A PF recebeu nesta sexta o último lote do Banco Central dos saques com valores iguais ou acima de US$ 10 mil entre 17 de agosto de 13 de setembro das casas de câmbio investigadas. Essas instituições sacaram dólares das cinco corretoras que retiraram esse dinheiro do Banco Sofisa, de São Paulo.
Com a entrega nesta sexta do sigilo de Lacerda, a polícia acha possível rastrear o destinatário do dinheiro. O objetivo é descobrir com quem Lacerda conversou nos dias que antecederam a compra dos documentos e se essas pessoas têm alguma relação com saques feitos nas casas de câmbio.
A PF suspeita que "laranjas" tenham sido usados na operação. Se essa prática ocorreu, a polícia acredita que será difícil identificar o último comprador dos dólares.
Integrantes da investigação da PF em Brasília vão a Cuiabá na próxima semana se encontrar com o delegado Diógenes Curado, que comanda as investigações na cidade, onde está preso Luiz Antônio Vedoin, dono da Planam, empresa que comandou a máfia das sanguessugas e negociou o dossiê com petistas.
PF acreita que origem de dólares será descoberta antes das eleições
Sexta, 06 de Outubro de 2006 às 16:28, por: CdB