Rio de Janeiro, 02 de Setembro de 2026

Pezão afirma que irá reocupar Complexo do Alemão

As unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, terão aumento do contingente. O anúncio foi feito pelo governador Luiz Fernando Pezão. Segundo ele, o Estado vai “entrar mais forte, fazer uma reocupação” da comunidade.

Segunda, 06 de Abril de 2015 às 06:57, por: CdB
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O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão
  As unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, terão aumento do contingente. O anúncio foi feito pelo governador Luiz Fernando Pezão. Segundo ele, o Estado vai “entrar mais forte, fazer uma reocupação” da comunidade. O Complexo do Alemão foi inicialmente ocupado pelo Exército em novembro de 2010, com ampla cobertura da imprensa brasileira e internacional. Imagens de criminosos armados fugindo do conjunto de favelas rodaram o mundo. Na época, as autoridades estaduais afirmaram que tinham levado paz à comunidade. No mesmo mês, o então comandante da Polícia Militar, Mário Sérgio Duarte, chegou a dizer que a PM tinha vencido. O governador à época, Sérgio Cabral, afirmou que com a ocupação do Alemão, o governo estava “virando uma página na história do Rio”. O Exército permaneceu até 2012, quando a ocupação passou a ser feita pelas UPPs. Logo nas primeiras semanas de ocupação militar, houve tiroteios e assassinatos no conjunto de favelas. Oficiais do Exército e da polícia observaram que homens armados nunca deixaram de controlar pontos da favela. Desde a instalação das UPPs na região, foram comuns pedidos de ajuda para unidades de elite da PM, como o Batalhão de Choque e o Batalhão de Operações Especiais (Bope). Na última semana, o menino Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, morreu baleado em um tiroteio envolvendo a polícia. Seu corpo foi levado neste domingo para o Piauí, onde foi enterrado. Também no domingo, o governador afirmou que vai fortalecer o Complexo do Alemão e outras comunidades ocupadas por UPPs no Estado. Segundo Pezão, o Estado está fazendo um grande esforço e não vai retroceder. Ele disse que a segurança continua sendo o “mantra” e a “política mãe” do Estado.
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