O preço do petróleo registrou nova alta nesta quarta-feira, com a expectativa no mercado petrolífero pela divulgação dos níveis de estoque nos EUA. Às 10h53 (horário de Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em setembro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, estava cotado a US$ 76,57, alta de 0,34%. Nesta semana a British Petroleum teve de fechar sua produção no campo em que atua na baía de Prudhoe, no Alasca, depois da descoberta de trechos corroídos em canais de transporte de petróleo da empresa no local e um vazamento.
A interrupção deve afetar o fornecimento de petróleo às refinarias, o que pode comprometer a oferta de combustível. A estimativa é de uma perda de 400 mil barris diários na produção. O temor de escassez de gasolina nos EUA já fez o preço do galão (3,785 litros) chegar a US$ 3 em alguns Estados do país, além de ser um dos fatores que pressionam a cotação da commodity. Os campos de exploração no Alasca fornecem cerca de 800 mil barris por dia às refinarias da costa oeste dos EUA, segundo a EIA (sigla em inglês para Administração de Informações sobre Energia, agência do Departamento de Energia).
A expectativa dos analistas é de que o Departamento de Energia informe uma queda --a terceira consecutiva-- nas reservas de gasolina americanas.
Investimentos
A diretoria da Área Internacional da Petrobras publicou as estratégias de negócio, os planos de investimentos e as metas corporativas de atuação internacional da Companhia, previstas no Plano Estratégico da Companhia para o período 2007 - 2011. Em nota assinada pelo diretor Nestor Cerveró, a Petrobras vai investir, de 2007 a 2011, US$ 12,1 bilhões no exterior, US$ 5,4 bilhões a mais que no Plano 2006-2010. As atividades de Exploração & Produção no exterior receberão 70,2% dos investimentos.
"Os focos da Área Internacional serão o Oeste da África, especialmente Nigéria e Angola, e o Golfo do México, em função das perspectivas de exploração em águas profundas", ressaltou o diretor. A segunda maior parcela de investimentos - 24,8% - será destinada às atividades de refino e comercialização. Cerveró disse que o Plano prevê, também, investimentos nos segmentos de petroquímica, distribuição e gás e energia.
Dos US$ 12,1 bilhões, 28% (US$ 3,3 bilhões) serão alocados na América Latina, 23% (US$ 2,8 bilhões) na América do Norte, 16% (US$ 2 bilhões) na África e 33% (US$ 4 bilhões) em novos projetos.