O petróleo negociado em Nova York encerrou a quarta-feira em nível recorde, após uma queda maior que a esperada nos estoques de gasolina dos Estados Unidos na semana passada.
O recorde ofuscou a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de elevar a produção a partir de abril, em uma tentativa de reduzir os preços.
Os contratos com entrega em abril terminaram a 56,46 dólares por barril, com avanço de 1,41 dólar - maior preço de fechamento.
Na máxima da sessão, esses contratos atingiram 56,50 dólares - o maior nível para o contrato mais curto desde a estréia dos futuros de petróleo na NYMEX, em março de 1983.
O novo recorde do intradia superou o de 25 de outubro de 2004, estabelecido em 55,67 dólares.
Em Londres, o petróleo tipo Brent encerrou em alta de 0,95 dólar, a 54,80 dólares por barril - depois de alcançar o recorde de 54,95 dólares ao longo da sessão.
A Administração de Informação de Energia divulgou nesta quarta-feira que os estoques de gasolina recuaram 2,9 milhões de barris para 221,4 milhões na semana de 11 de março. A queda foi muito maior do que a expectativa média de analistas de recuo de 800 mil barris.
"O recuo dos estoques de gasolina não é totalmente inesperado porque as refinarias ainda estão em suas oscilações sazonais", disse o especialista do Alaron Trading em Chicaco, Phil Flynn.
"O que é chave aqui, no entanto, é que a demanda ainda está alta, apesar do preço na bomba estar próximo do recorde. Isso significa que provavelmente veremos menor abastecimento no meio do ano", completou ele.
O presidente da Opep e ministro do Kuweit de Petróleo, xeique Ahmad al-Fahd al-Sabah, afirmou que o aumento seria na produção real, amenizando as preocupações de que estava apenas sendo legitimado o atual nível de produção acima do teto.
O novo teto do cartel, estabelecido em 27,5 milhões de barris por dia (bpd) ainda não é alto o suficiente para satisfazer a demanda global neste ano, disse o chefe da Administração de Informação de Energia dos EUA, Guy Caruso.