A cotação do petróleo marcou, na manhã desta quarta-feira, um novo recorde ao atingir a marca de US$ 130 na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) e, segundo o bilionário T. Boone Pickens, os preços deverão chegar a US$ 150 ainda este ano. A constante desvalorização do dólar e o receito dos investidores quanto à escassez da commodity, além da especulação que costuma freqüentar esse setor são as principais causas para a elevação dos preços deste produto, em nível mundial.
Na pré-abertura dos negócios, na Nymex, o preço do barril chegou a US$ 130,47. Às 8h02 (horário de Brasília), o barril para entrega em julho estava cotado a US$ 130,22, em alta de 0,96% em relação ao preço do fechamento da véspera, US$ 128,98. O valor de encerramento do contrato de junho, nesta terça-feira, chegou a US$ 129,07.
No mercado monetário, o dólar continua se desvalorizando frente às outras moedas, como o euro e o iene. A moeda norte-americana foi negociada, em Tóquio, nesta quarta-feira, a 103,25 ienes, abaixo portanto da margem de 104 a 105 ienes da semana passada. O euro chegou a ser cotado a US$ 1,5750 na abertura dos negócios na Europa. Com o dólar mais barato em relação a outras moedas, o barril do petróleo fica mais acessível a mais consumidores e aumenta a pressão da demanda.
Bolsas asiáticas
Nesta quarta-feira, as principais bolsas asiáticas fecharam em queda pelo segundo dia seguido, o que elevou a uma procura por títulos governamentais à medida em que investidores temem que a demanda do consumidor possa cair frente à alta dos preços do petróleo.
Às 8h16 (horário de Brasília), o índice MSCI, que reúne os principais mercados da região Ásia-Pacífico exceto Japão, tinha queda de 0,28%, aos 495 pontos. O índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou com desvalorização de 1,65%, em 13.926 pontos.
As empresas japonesas tiveram o pior desempenho no continente, com o indicador Topix registrando a maior queda num único dia desde 9 de maio, depois que o barril do petróleo negociado nos EUA passou a marca dos US$ 129, na véspera, impulsionado pelos temores sobre a queda nos estoques globais. A alta no preço da commodity ganhou ainda mais força após a previsão feita pelo bilionário T. Boone Pickens de que os preços podem chegar a US$ 150 o barril nos próximos seis meses.
A Canon, empresa fabricante de impressoras e copiadoras, perdeu 1,6% depois que Wall Street recuou ante lucros decepcionantes das varejistas norte-americanas, fomentando temores acerca de diminuição da demanda.
A China não acompanhou a tendência de queda, conseguindo se recuperar ao final da sessão. O índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, avançou 1,16 %, para 25.460 pontos. Xangai subiu 2,93 %.
A bolsa de Seul caiu 1,4 % com a tendência de queda observada nos países vizinhos, especialmente depois que dados de inflação nos EUA mostrou o maior aumento desde dezembro de 1991. A insegurança no mercado acionário fez com que os investidores procurassem aplicações em títulos do governo.
A bolsa de Taiwan caiu 0,59%, Cingapura recuou 0,09% e Sydney teve queda de 1,43%.