Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Petróleo em alta recorde leva Opep a reavaliar produção

Os preços internacionais do petróleo atingiram novos recordes de alta nesta quinta-feira, forçando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a considerar um segundo aumento de produção apenas um dia após elevá-la em 500 mil barris por dia. (Leia Mais)

Quinta, 17 de Março de 2005 às 08:32, por: CdB

Os preços internacionais do petróleo atingiram novos recordes de alta nesta quinta-feira, forçando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a considerar um segundo aumento de produção apenas um dia após elevá-la em 500 mil barris por dia. Os contratos futuros em Nova York para entrega em abril chegaram a US$ 57,50. Às 9h50 (horário de Brasília), eles eram cotados a US$ 57,33.

Em Londres, os contratos para maio atingiram o pico de US$ 56 e depois eram negociados em alta de US$ 0,97, a US$ 55,85. Já produzindo no maior ritmo em 25 anos, a Opep tem pouco espaço para rapidamente atender à crescente demanda, fazendo com que os investidores apostem que a alta do petróleo pode estender-se.

- Não está nas nossas mãos, os preços são determinados pelo mercado - disse o ministro do Petróleo dos Emirados Arábes Unidos, Mohamed al-Hamli.

O presidente da Opep, Ahmad al-Fahd al-Sabah, disse que os ministros do cartel podem começar as discussões sobre um segundo aumento de produção na próxima semana se os preços não caírem. A Opep elevou sua produção em 500 mil barris por dia na quarta-feira, com vigência imediata, e concordou em realizar um novo aumento de 500 mil se os preços do petróleo em Nova York não ficarem abaixo de US$ 55.

Ahmad disse que esse segundo aumento poderia ocorrer em abril.

- Se os preços continuarem onde estão agora, então começaremos a partir da próxima semana nossas discussões - disse ele.

Os investidores de outros ativos entraram pesadamente nos mercados de petróleo e commodities, fazendo o preço em Nova York registrar uma média de US$ 49,16 neste ano, alta de US$ 7,7 sobre a média de 2004 e de US$ 18 sobre a de 2003.

- Esse mercado é alimentado por temores e não por fundamentos - afirmou Deborah White, do Societe Generale.

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