O novo recorde a que o preço do petróleo chegou na manhã desta quinta-feira desanimou os investidores em todo o mundo. A onda de pessimismo também se abateu sobre o mercado brasileiro. Às 11h50, a Bovespa recuava 1,61%, para 35.686 pontos na média; o dólar comercial tinha alta de 0,36%, vendido a R$ 2,209, e o risco-país subia 1,61%, para 251 pontos. O aumento da tensão no Oriente Médio e notícias de explosões em oleodutos na Nigéria fizeram o barril do petróleo se aproximar dos US$ 76 em Nova York. A alta dos preços pode provocar um crescimento da inflação e conseqüente elevação dos juros e desaquecimento da economia global, daí o nervosismo que provoca.
Wall Street também mostrou preocupação com os resultados corporativos do segundo trimestre, que começam a ser divulgados e devem dar uma indicação importante a respeito do nível de aquecimento da economia norte-americana --principal preocupação nas últimas semanas. Pelo aumento do risco, a recomendação dos analistas para os investidores é de que sejam cuidados ao comprar ações.
Dinheiro de fora
O saldo de investimentos estrangeiros na Bovespa está negativo em R$ 51,881 milhões até o dia 10 de julho, diferença entre vendas de ações de R$ 3.197.848.028,00 e compras de R$ 3.145.966.912,00. No acumulado do ano, o saldo está negativo em R$ 602,017 milhões. Em junho, a Bovespa registrou uma fuga recorde de investimentos estrangeiros com a migração de recursos de países emergentes para ativos de menor risco, como os treasuries (títulos do Tesouro norte-americano). O saldo ficou negativo em R$ 2,260 bilhões no mês passado, com vendas de ações de R$ 18,795 bilhões e compras de R$ 16,535 bilhões.