Rio de Janeiro, 29 de Outubro de 2026

Petróleo caro ameaça desestabilizar economia dos EUA

Uma das maiores montadoras dos EUA, a Ford iniciará um procedimento de redução de suas atividades diante do aumento no preço do petróleo e da desaceleração da economia daquele país, caso esses fatores venha a afetar a demanda. (Leia Mais)

Quarta, 14 de Novembro de 2007 às 09:08, por: CdB

Uma das maiores montadoras dos EUA, a Ford iniciará um procedimento de redução de suas atividades diante do aumento no preço do petróleo e da desaceleração da economia daquele país, caso esses fatores venha a afetar a demanda. Uma das medidas será a redução no número de veículos produzidos para evitar aumento de estoques, disseram executivos da empresa a jornalistas, na manhã desta quarta-feira.

Vice-presidente executivo da montadora, Alan Mulally, disse à repórteres durante a Los Angeles Auto Show que as preocupações da montadora incluíam um mercado de crédito mais apertado e um mercado de moradias nos Estados Unidos que pode permanecer fraco por mais um ou dois anos.

– Quando você junta todos os fatores, torna-se um ambiente bem preocupante – disse Mulally.

O executivo, no entanto, informou que a Ford será mais disciplinada do que no passado acerca da redução de produção se observar queda nas vendas. O presidente da Ford para as Américas, Mark Fields, afirmou que a montadora vigiará os resultados de vendas "toda semana" para manter o estoque "equilibrado". Fields disse ainda que com o preço da gasolina perto de 4 dólares por galão em algumas cidades dos Estados Unidos, os consumidores estavam revendo seus planos de adquirir um carro de grande porte, menos econômico em termos de consumo de combustível.

– Creio que haverá uma grande mudança de comportamento – apontou Fields.

Caso as vendas dêem sinais de queda, a Ford irá agir rapidamente para reduzir a produção em vez de esperar uma reviravolta do mercado, afirmou Fields.

– Essa é uma medida diferente do que ocorria no passado – afirmou Mulally.

Em outubro desse ano, em comparação com o mesmo período no ano passado, as vendas da Ford nos EUA caíram 13 %.

Crise na aviação

Os aumentos nos preços do petróleo também estão afetando a aviação norte-americana. A United Airlines informou em nota, distribuída nesta quarta-feira, que passou a cobrar um adicional sobre os preços das passagens dos seus vôos domésticos nos EUA, decorrente do aumento dos preços dos combustíveis. O adicional, de US$ 5 sobre as passagens de ida e de US$ 10 sobre as de ida e volta, se aplica a todos os vôos da empresa dentro dos Estados Unidos, com exceção dos que servem o estado do Havaí.

A empresa explicou que cada dólar de aumento no preço do barril do petróleo bruto leva a uma alta de aproximadamente US$ 65 milhões nas suas despesas anuais. Na quarta-feira, dia 7, o preço do barril do petróleo chegou a US$ 98 nas bolsas dos Estados Unidos, antes de fechar em US$ 96,37. Há apenas nove meses, o preço era de US$ 55 e, há seis anos, de US$ 20.

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