Segundo os sindicatos da categoria, somente em agosto oito operários morreram em acidentes de trabalho em unidades da Petrobras
24/08/2011
Da redação
Petroleiros farão, na quinta-feira (25), uma paralisação de 24 horas para denunciar as más condições de trabalho e a falta de segurança na Petrobras.
Segundo os sindicatos da categoria, somente em agosto oito operários morreram em acidentes de trabalho em unidades da empresa. Desde o início do ano foram 11 as vítimas de acidentes na estatal. Todas as ocorrências envolveram trabalhadores terceirizados.
No dia 19, no Rio de Janeiro, um helicóptero da Senior Táxi Aéreo caiu no mar, na Bacia de Campos, matando os quatro trabalhadores que estavam a bordo: o piloto Rommel Oliveira Garcia; o copiloto, Lauro Pinto Haytzann; Ricardo Leal de Oliveira, auxiliar técnico de planejamento da Engevix; e João Carlos Pereira da Silva, técnico de inspeção da Brasitest.
Também no dia 19, no Rio Grande do Norte, um outro acidente matou mais um trabalhador que prestava serviços para a Petrobras. O operador de máquinas Márcio José da Silva do Vale, de 23 anos, foi esmagado por uma motoniveladora, no campo de produção terrestre de Estreito. Ele era contratado pela CM Construções.
Em nota, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) lembra que a situação de insegurança é antiga e que, apesar das reclamações dos operários, a Petrobras não tomou medidas para reverter o quadro.
"A FUP e seus sindicatos vêm denunciando há anos esta situação, cobrando da Petrobras um debate aberto com as representações dos trabalhadores, cujas propostas de mudanças na política de segurança têm sido rotineiramente desprezadas pelos gestores da empresa", afirma a nota.
Nos últimos 16 anos, segundo a FUP, 300 petroleiros perderam a vida nos últimos 16 anos, sendo que 242 deles eram prestadores de serviço.