Rio de Janeiro, 05 de Outubro de 2026

Petroleiros aprovam indicativo de greve a partir do dia 23

Sexta, 13 de Março de 2009 às 17:12, por: CdB

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás estão aprovando em uma série de assembléias, o indicativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP) de greve de cinco dias a partir de 23 de março. A mobilização, segundo nota distribuída na tarde desta sexta-feira, "é uma resposta aos ataques que a categoria tem sofrido sob a justificativa da crise financeira internacional". Ainda segundo o texto, "tanto a Petrobrás, quanto as suas prestadoras de serviço têm cortado e flexibilizado uma série de direitos dos trabalhadores, recusando-se a avançar nas negociações com a FUP e sindicatos".

De acordo com os trabalhadores, "a Petrobrás (...) tem se mostrado resistente às reivindicações da categoria em relação à segurança, às horas extras dos feriados trabalhados nos regimes de turno e ao regramento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR)". O problema, de acordo com sindicalistas, se repete no setor privado. "Os petroleiros da (empresas) Schlumberger e Halliburton, que prestam serviço para a Petrobrás, estão desde maio de 2008 sem reajuste salarial porque as empresas se negam a avançar na negociação com as representações sindicais", diz o comunicado. "A Halliburton chegou, inclusive, a demitir mais de 20 trabalhadores na Bacia de Campos. Outras empresas terceirizadas da Petrobrás também estão se aproveitando da crise para demitirem e precarizarem condições de trabalho", acrescentou.

"A FUP não aceita reduções de direitos em nome de uma crise financeira, cujo ônus as empresas estão impondo aos trabalhadores" resume a Federação. As centrais sindicais também têm participado das discussões. Segundo os trabalhadores, "a classe trabalhadora não pagará pela crise!". Em todas as consultas às bases da categoria, os petroleiros têm aprovando o indicativo de greve nacional a partir da zero hora de 23 de março, com reavaliação no quinto dia. Além dos trabalhadores próprios do Sistema Petrobrás, nos planos dos sindicalistas, a greve contará também com a adesão dos petroleiros terceirizados, que se somarão ao primeiro dia do movimento, parando por 24 horas as atividades terceirizadas na Petrobrás.

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