Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

Petroleira de Eike Batista corre riscos com asiáticos e devolve blocos arrematados

Terça, 27 de Agosto de 2013 às 09:48, por: CdB
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A OGX, empresa liderada por Eike Baptista, ainda não validou o contrato com a Petronas Brasil
A petroleira OGX, do empresário Eike Batista, enfrenta dificuldades para vender uma fatia em blocos de petróleo para a malaia Petronas, uma das maiores companhias de petróleo da Ásia, que espera uma reestruturação da dívida da petroleira de Eike Batista para prosseguir com o negócio. Neste contexto, a Petronas ainda não apresentou as garantias financeiras exigidas por autoridades brasileiras para a compra de fatia de blocos da OGX, e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ainda não aprovou o acordo anunciado no começo de maio. – O acordo pode ser desfeito se as garantias não forem apresentadas – afirmou à agência inglesa de notícias Reuters uma fonte no Brasil com conhecimento do assunto, sob condição de anonimato. O presidente da Petronas , Shamsul Azhar Abbas, afirmou na segunda-feira em coletiva de imprensa que só dará continuidade ao negócio – crucial para a OGX – depois da reestruturação da dívida da empresa brasileira. O impasse ocorre no momento em que Eike Batista, controlador da OGX, lida com dívidas crescentes e uma crise de confiança no grupo EBX. Nesta terça-feira, a OGX informou que desistiu de assinar o contrato de concessão de nove blocos arrematados na última rodada de licitação de petróleo, dizendo que não é o momento de assumir riscos com novas áreas. O negócio entre OGX e Petronas já foi aprovado pelo Cade (órgão antitruste brasileiro) e dependeria apenas de aprovação da ANP, que agora encontra-se emperrada pela falta de documentação. A assessoria de imprensa do Cade informou que a aquisição está aprovada desde junho. Novos riscos Ainda nesta terça-feira, a OGX desistiu da aquisição de nove blocos que arrematou na 11ª rodada de leilões de áreas de petróleo, citando que o momento não é de correr riscos em novas áreas exploratórias, informou a empresa, em nota. A petroleira informou que não realizará o pagamento e assinatura referente aos blocos BAR-M-213, BAR-M-251, BAR-M-389, CE-M-663, FZA-M-184, PN-T-113, PN-T-114, PN-T-153 e PN-T-168, os quais havia arrematado sozinha no leilão de maio. A lista de devoluções inclui quatro blocos na Bacia do Parnaíba (com sigla PN), com participações negociadas com a MPX em maio. Naquela ocasião, a petroleira acertou a venda de fatia de 50 por cento para empresa de geração de energia nos blocos. A OGX informou, por meio da assessoria de imprensa, que o acordo com a MPX era condicionado à assinatura do contrato de concessão e que, portanto, o negócio está desfeito. A desistência implicará no pagamento de R$ 3,42 milhões às autoridades federais. "A diretoria executiva concluiu não ser recomendável, no momento atual, assumir risco exploratório de novas áreas", disse a empresa em fato relevante. Com dificuldades de caixa e uma dívida crescente, a OGX teria que desembolsar mais de R$ 370 milhões de reais em bônus com todos os blocos e participações que arrematou na última rodada. A empresa informou que vai manter os pagamentos e a assinatura dos contratos dos outros quatro blocos arrematados na 11ª rodada. Os blocos POT-M-762 e CE-M-603 têm participação de 50% da ExxonMobil, e o CE-M-661 tem participação da Total e da Queiroz Galvão. O bloco POT-M-475, que foi arrematado integralmente pela OGX em maio, também continua nos planos da empresa.
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