Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Petroleira de Eike Batista anuncia recuo nos investimentos e ações beiram os R$ 0,50

Segunda, 01 de Julho de 2013 às 11:01, por: CdB
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Presidente do grupo EBX, Eike Batista, gesticula durante cerimônia que celebrou o início da produção de petróleo da OGX, em Sao Joao da Barra, no Rio de Janeiro
A OGX, do empresário Eike Batista, anunciou a suspensão das operações em três campos de petróleo e interrompeu a construção de cinco plataformas, motivando queda de até 39% das ações da companhia. A petroleira também informou que não investirá no aumento da produção dos poços do campo de Tubarão Azul, na bacia de Campos, onde a extração pode parar no ano que vem. "Não existe, no momento, tecnologia capaz de viabilizar economicamente qualquer investimento adicional nesse campo visando aumentar o seu perfil de produção e os poços atualmente em operação poderão cessar de produzir ao longo do ano de 2014", afirmou a OGX em fato relevante. Citando novas interpretações de dados geológicos, a OGX disse ainda que não é viável o desenvolvimento dos campos Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, onde as novas plataformas da OSX – também controlada por Eike – iriam operar. A produção nos três poços marítimos da empresa (OGX-26HP, OGX-68HP e TBAZ-1HP), todos em Tubarão Azul, sofreram problemas operacionais e tiveram quedas e interrupções de produção nos últimos meses. A produção marítima, que chegou ao pico de 13,2 mil barris de petróleo por dia em janeiro, despencou para 1,8 mil barris por dia em abril, recuperando-se a 6,8 mil barris por dia em maio. A OGX vai desembolsar imediatamente US$ 449 milhões para a OSX, destinados principalmente para a construção de duas plataformas para operar em um outro campo, o de Tubarão Martelo, que continua sendo desenvolvido e tem previsão de primeiro óleo para o fim deste ano. A petroleira disse ainda que o aluguel pelo afretamento do FPSO OSX-1, plataforma conectada ao campo de Tubarão Azul, continuará a ser pago à OSX. A OGX terminou março com US$ 1,15 bilhão em recursos disponíveis e apenas o pagamento devido à OSX reduziria o caixa da companhia a cerca de US$ 700 milhões. As sucessivas frustrações com o nível de produção da OGX e a queima de caixa pela petroleira têm motivado forte queda das ações da empresa, contagiando os papéis de outras companhias de Eike listadas na Bovespa. Neste pregão, OGX recuava quase 28% às 11h56, para R$ 0,57, contra variação negativa de 0,76% do Ibovespa. Na mínima, o papel chegou a perder 39,2%. Novos planos A OGX vai submeter à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) uma revisão de seu plano de desenvolvimento para Tubarão Azul, com base nas conclusões da análise do comportamento dos poços. A empresa teve prejuízo de R$ 804,6 milhões no primeiro trimestre, quase três vezes superior ao do mesmo período do ano anterior, devido a uma baixa contábil bilionária com poços secos. Na sexta-feira à tarde, a agência de classificação de risco Fitch reduziu as notas de crédito da OGX. As notas de curto prazo foram rebaixadas de "B-" para "CCC", enquanto as de longo prazo caíram de "BB+" para "CCC". As notas indicam alto risco de inadimplência. "O rebaixamento do rating reflete a maior incerteza em relação à vontade e capacidade do controlador da OGX, Eike Batista, de honrar o aporte US$ 1 bilhão na companhia", afirmou a Fitch. "Mais cedo esta semana, a OGX informou que Batista reduziu sua fatia na companhia a 58,92%, através da venda de 2,17% das ações da OGX em maio. Ainda que essa venda seja majoritariamente simbólica, faz crescer as preocupações sobre o compromisso de Batista com a companhia", diz a nota.
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