Rio de Janeiro, 22 de Maio de 2026

PetroChina compra ativos no exterior por US$2,5 bilhões

Sexta, 10 de Junho de 2005 às 08:40, por: CdB

A principal empresa de energia da China, PetroChina, anunciou na sexta-feira que vai comprar campos de petróleo e gás no exterior de sua controladora por US$ 2,5 bilhões, preparando o terreno para mais aquisições no estrangeiro.

A PetroChina vai assumir uma participação de 50% em uma nova companhia que detém uma grande parcela de ativos no exterior de sua controladora CNPC. A operação vai dar à empresa campos de petróleo em 10 países, com os principais no Cazaquistão, Peru e Venezuela.

"Ao usar a experiência operacional internacional (da nova empresa), a companhia pode buscar alvos de aquisição de maneira mais agressiva e efetiva", informou a PetroChina em comunicado.

O vice-presidente financeiro da PetroChina, Wang Guoliang, afirmou a repórteres que a companhia está analisando mais 10 aquisições potenciais no exterior. A petrolífera informou que alguns desses projetos devem ser finalizados no final deste ano.

As ações da PetroChina se valorizaram mais de 31% este ano, enquanto o indicador H-share caiu 0,2% durante o mesmo período.Observadores da petrolífera chinesa afirmam que o acordo teve um preço atraente, com um valor de 7,5 dólares por barril de óleo equivalente (boe). Isso se compara com custos médios de aquisição ao redor de 11 dólares por boe com relação a acordos fechados na Ásia e na ex-União Soviética durante o primeiro trimestre, disse um analista.

Os ativos da CNPC no Sudão, país marcado por violentos conflitos, não foram incluídos no acordo por causa do momento político no país, disse Wang. Essas reservas representam mais da metade do portfólio da empresa fora da China. Uma vez que as incertezas sejam resolvidas, a nova empresa vai analisar a incorporação dos ativos sudaneses, informou o executivo.

O acordo eleva as reservas de petróleo e gás da PetroChina em 4,3%, para 19,16 bilhões de boe e eleva a produção em 5,4%, para mais de 1 bilhão de boe por ano.

Alguns observadores do mercado afirmam que o acordo foi muito pequeno para fazer diferença para a PetroChina, empresa que tem uma capitalização de mercado de mais de 119 bilhões de dólares e que lucrou 12,4 bilhões de dólares no ano passado.

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