Diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa divulgou nesta quinta-feira, durante palestra para membros da Associação de Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro, realizada no Clube de Engenharia, investimentos de US$ 23 bilhões na área de Abastecimento (refino, transporte e petroquímica), dentro do Plano de Negócios da Companhia para o período 2007-2011. Desse total, US$ 3,7 bilhões serão aplicados no Estado do Rio de janeiro.
O valor será investido em obras de infra-estrutura na Reduc, na implantação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) - 2007-2011 - e na contratação de 13 navios: sendo 5 Aframax, com capacidade de carga de 700 mil barris, 4 Panamax para 550 mil barris e 4 navios de produtos. Somente durante o período de construção do Comperj, a previsão é de que sejam gerados cerca de 212 mil empregos diretos e indiretos.
Além disso, o diretor anunciou a intenção da Petrobras em construir uma nova refinaria no Brasil, com capacidade para produzir 500 mil barris/dia, para entrar em operação em 2014.
A nova unidade de refino será voltada para o processo de gasolina e diesel com menor teor de enxofre e atenderá o mercado interno, com possibilidade também de exportação.
De acordo com o diretor, a necessidade de uma nova refinaria surge em função do aumento da produção interna de petróleo e pela demanda crescente de derivados no Brasil.
Preço do petróleo
Os preços do petróleo aumentaram mais de US$ 1 e chegou a ser negociado acima dos US$ 75 em Londres nesta quinta-feira, depois de a Shell ter informado que não poderia prever quando será restabelecida a produção cortada na Nigéria. Além disso, impulsionou as cotações os dados dos estoques americanos de gasolina, que mostraram um forte consumo do combustível.
Os bombardeios de Israel ao Líbano continuam deixando o mercado preocupado com a possibilidade de expansão do conflito no Oriente Médio, de onde vem um terço de todo o petróleo consumido no mundo. Em Londres, o barril do Brent estava sendo negociado em alta de US$ 1,07, a US$ 75,07. Em Nova York, o barril do óleo leve americano subia US$ 0,81, para US$ 74,75.