A divulgação dos resultados financeiros do primeiro semestre da Petrobras, ontem, comprovam o que venho dizendo. Seus números expressam o sucesso da empresa e a importância dela para o Brasil. Seu lucro líquido de R$ 21,928 bi no 1º semestre deste ano equivale a uma alta de 37% frente ao obtido entre janeiro e junho de 2010. O resultado é recorde para o período. No 2º trimestre, a estatal lucrou R$ 10,942 bi, cerca de 32% a mais que em igual período no ano passado. No 1º trimestre deste ano, o lucro ficou em US$ 10,985 bi.
De maneira geral, todos os números apresentados são promissores. No caso da receita líquida do 2º. trimestre, ela atingiu R$ 116,2 bi, um acréscimo de 12% na comparação com igual período de 2010. Também o indicador de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 32,2 bi, 4% acima do apurado de abril a junho do ano passado. A produção média diária da companhia foi de 2,613 milhões de barris de óleo equivalente (BOE), apresentando queda de 1% sobre o primeiro trimestre e alta de 2% sobre o mesmo período do ano passado. Essa pequena variação negativa em relação ao início do ano é explicada por paradas para a manutenção de plataformas no Brasil.
Empresa de energia
Vale lembrar que o primeiro semestre foi marcado pela conclusão de grandes projetos da Petrobras no ano passado. Por exemplo, hoje contamos com um sistema completo de gasodutos pelo país (leia entrevista de Sérgio Gabrielli neste blog). O período também se caracterizou pela desvalorização dólar. E como 40% dos investimentos da companhia são em moeda norte-americana, a empresa gastou relativamente menos reais em seus aportes. Daí a queda de 16% nos investimentos do primeiro semestre em relação a igual período um ano antes. Mesmo assim, o volume de investimentos no início do ano chegou a R$ 32 bi.
É importante termos em mente que a Petrobras há muito deixou de ser uma empresa de petróleo e gás. Personifica hoje um exemplo concreto de uma companhia de energia. Seus números não são frios. Significam que o Brasil é autossuficiente em petróleo e derivados, avança na petroquímica, inclusive na verde, ou seja, na biomassa, e se consolida como pólo tecnológico. Neste quesito, não falo apenas de suas inovações em águas profundas, o que já seria suficiente, mas do seu papel indutor de tecnologia para toda indústria de petróleo e gás.
O lucro que ostentou no balanço de ontem, por sinal, representa, ainda, a segurança que a empresa terá capacidade para se auto-financiar e recorrer ao mercado de capitais e aos bancos e ao próprio governo seu sócio majoritário, quando for necessário. Na verdade, as cifras da Petrobras representam a uma vitória do nosso governo e de nosso povo.