A Petrobras paralisou os estudos de viabilidade econômica do pólo gás-químico que poderá ser construído na fronteira entre Brasil e Bolívia. Segundo o diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, os estudos estão suspensos até que a situação da crise política do país vizinho seja definida.
- O pólo da fronteira está sendo avaliado devido às dificuldades que a Bolívia está passando. Enquanto não tiver definição clara da situação não vamos dar o passo seguinte - afirmou Costa à Reuters nesta quinta-feira ao chegar ao lançamento da plataforma P-47, onde está prevista a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O pólo gás-químico da Bolívia é um investimento de entre US$1,2 bilhão e US$1,3 bilhão e utilizaria o gás natural boliviano na fabricação de polietileno. Ao chegar ao evento de lançamento da P-47, o presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, declarou rapidamente à Reuters que a companhia ainda está avaliando alternativas para um possível desabastecimento de gás no país.
- Estamos estudando ainda, não há conclusão, mas não há nenhum risco de desabastecimento no fim de semana - afastando rumores da indústria de que nos próximos dias faltaria gás natural no Brasil.
A Bolívia está vivendo uma crise política que provocou uma invasão da população em campos de produção e terminais de armazenagem, um dos quais utilizados pela Petrobras. Segundo a empresa que armazena gás condensado e outros derivados no terminal, até o momento não há problemas de interrupção de produção, mas isso poderá ocorrer se ocupação for prolongada.
A população pede a nacionalização dos recursos petrolíferos da Bolívia.O diretor financeiro da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que dificilmente o fornecimento de gás da Bolívia poderá ser substituído.
- Hoje transportamos 24 milhões de metros cúbicos pelo gasoduto Bolívia-Brasil, dificilmente isso poderá ser substituído, mas não vou especular sobre os planos para evitar desabastecimento.
Petrobras suspende estudo sobre pólo gás-químico na Bolívia
Quinta, 09 de Junho de 2005 às 09:12, por: CdB