Petrobras reforça política de preços para a gasolina
A Petrobras reforçou que mantém a política de não repassar ao consumidor a volatilidade dos preços internacionais do petróleo no curto prazo. A companhia pratica ajustes
A Petrobras reforçou que mantém a política de não repassar ao consumidor a volatilidade dos preços internacionais do petróleo no curto prazo. A companhia pratica ajustes quando o valor do produto no mercado internacional estaciona em determinado patamar, informou em nota a empresa, referindo-se ao preço da gasolina a vendida pelas refinarias às distribuidoras.
Dessa forma, os preços se mantêm alinhados aos principais concorrentes mundiais no longo prazo e o consumidor brasileiro fica protegido da extrema volatilidade do mercado internacional de derivados, que reflete muitas vezes conflitos geopolíticos, fatores climáticos ou movimentos especulativos, acrescentou.
A estatal destacou que os recentes aumentos nos postos refletem a elevação do preço do etanol anidro, que é adicionado à gasolina pelas distribuidoras, no percentual de 25%. Do preço que o consumidor paga, a parte da Petrobras representa cerca de 30%. Os impostos ocupam 41% do preço final. A parte das distribuidoras e dos revendedores (postos) é de 12% e o etanol anidro adicionado à gasolina corresponde a 18% do preço final do combustível.
O preço do petróleo volta a registrar forte, o barril do óleo vendido em Londres, no Reino Unido, e em Nova York, nos Estados Unidos, apresenta alta superior a US$ 1. Em Londres, o Brent é negociado a US$ 111,39, após elevação de US$ 1,09. Em Nova York, o barril WTI é vendido a US$ 124,55, com uma alta de US$ 1,88.
Dilma não quer
Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão reforçou a posição da política de preços da estatal e disse, nesta sexta-feira, que a presidente Dilma Rousseff não quer haja aumento da gasolina.
– A Petrobras tem interesse em fazer um reajuste dos preços (da gasolina), que não sobem há nove anos. Mas tanto o ministro Mantega quanto eu temos dito à Petrobras que não concordamos com esse aumento – disse o ministro, acrescentando que a presidente que disse que "não quer haja aumento".
O ministro observou, porém, que se o preço internacional do petróleo ficar acima do patamar atual, o aumento da gasolina será inevitável.
– Se o preço internacional do barril de petróleo se elevar substancialmente, além do patamar de hoje, que já está bastante elevado, aí se tornará inevitável. Mas imagino que haverá uma estabilização nos preços do barril de petróleo internacionalmente – disse Lobão, falando com jornalista depois de participar do programa de rádio Bom Dia Ministro.
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