A Petrobras não vai aderir a um compromisso firmado entre 150 multinacionais para reduzir as emissões de CO2, um dos principais responsáveis pelo aquecimento global.
A partir desta quinta-feira, as maiores companhias do mundo se reúnem na sede das Organizações das Nações Unidas (ONU) para discutir sobre como o setor privado pode contribuir para a redução dos níveis de pobreza, o respeito aos direitos humanos e a proteção ambiental.
A ONU confirmou à reportagem que a Petrobras foi procurada para que fizesse parte da iniciativa ambiental. Mas, com planos de dobrar sua produção de petróleo em dez anos, a companhia optou por não aderir ao compromisso. Na conferência, a empresa deve insistir que seus investimentos em etanol são parte da solução ambiental.
O compromisso que será assinado em Genebra incluirá empresas como Repsol, a mineradora Rio Tinto, Unilever, ABB, Airbus, Alcan, Bayer, Dupont e Coca-Cola. A Brasil Telecom é uma das companhias nacionais que vão aderir à iniciativa.
O acordo não fala em metas de redução de emissões e apenas cita o compromisso do setor privado em “diminuir” o volume de CO2 emitido nos próximos anos. Nem assim a Petrobras aceitou faz parte do acordo.
Pacto global
Em nota divulgada sobre o encontro, a estatal diz que, desde 2003, “a Petrobras baseia sua atuação social e ambiental nos princípios do Pacto Global da ONU”.
A companhia também diz que é a única empresa da América Latina e do setor de petróleo e gás a participar do Conselho Internacional do Pacto Global.
“Uma das principais contribuições da Petrobras à Conferência de Líderes será a apresentação de sua atuação na produção de biocombustíveis, com destaque para biodiesel e etanol, com vistas à evolução para uma matriz energética mais limpa, com benefícios ambientais e avanços sociais”, diz a estatal sobre o encontro desta quinta.
O Pacto Global da ONU é uma iniciativa internacional, lançada em 2000, que tem como objetivo estimular o setor empresarial a cooperar para a realização de ações norteadas por princípios relativos a direitos humanos, direitos do trabalho, proteção ao meio ambiente e combate à corrupção.