Tendo Petrobras como fiel escudeira, a Bolsa de Valores de São Paulo resistiu ao nervosismo de Wall Street com o plano anticrise do governo norte-americano e fechou o diz no azul.
Embora tenha perdido força no final, o Ibovespa conseguiu garantir valorização de 0,49%, aos 49.837 pontos, após ter caído 6,5% em duas sessões.
O giro financeiro do pregão, no entanto, foi de apenas 4 bilhões, o menor em três semanas.
De acordo com operadores, ordens robustas de compras de Petrobras, oriundas de investidores estrangeiros e canalizadas pela corretora Credit Suisse, foram as responsáveis pela alta de 3,7% da ação mais importante do Ibovespa, fechando cotada a 34,49 reais.
A mesma tendência foi seguida por Vale, com valorização de 3%, para 103 reais, depois que o banco de investimentos Credit Suisse elevou, de neutra para acima da média do mercado, a recomendação para as ações da fabricante de bebidas.
Foi o suficiente para proteger o Ibovespa da volatilidade dos mercados acionários norte-americanos, em meio noticiário envolvendo o multibilionário socorro do governo dos Estados Unidos para fazer frente à crise financeira do país.
O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York caiu 0,27%, em outro dia de discursos vigorosos de autoridades do governo em prol da aprovação do plano.
O candidato republicano à presidência do país nas eleições de novembro, John McCain, chegou a suspender a campanha para tratar do assunto. Nesta noite, o presidente George W. Bush deve reforçar o pedido de aprovação rápida do pacote pelo Congresso.
"O temor do mercado é que se isso não for aprovado até domingo, não haverá segunda-feira", disse Luiz Gustavo Medina, sócio da gestora de recursos M2 Investimentos.
A coluna de perdas do Ibovespa foi liderada por ações de empresas do setor elétrico e companhias ligadas a varejo e construção civil. Em destaque, Rossi Residencial despencou 7,86%, a 6,45 reais. Lojas Americanas perdeu 7,26%, para 7,41 reais.