A Petrobras divulgou uma nota, no início da noite desta quinta-feira, negando aumento de 30% no preço do gás natural e afirmando que não há proposta neste sentido na empresa. No texto, a empresa reafirmou que o produto deve assegurar a remuneração dos investimentos no setor, a fim de garantir a colocação de volumes adicionais no mercado.
A Petrobras confirmou que prepara um recurso, que deverá ser ajuizado na próxima semana, com relação a liminar concedida em favor das empresas CEG e CEG-RIO e que obrigou o fornecimento de gás natural a essas distribuidoras.
Na mesma nota, a Petrobras divulgou trechos de uma entrevista do presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, concedida em Nova York, ao canal a cabo Globonews. Na entrevista, Gabrielli afirma que "o preço do gás hoje está desalinhado com o preço dos combustíveis alternativos, fazendo com que o consumo de gás seja estimulado num momento em que deveria ser o contrário, deveríamos desestimular o consumo do gás".
À tarde, no Rio de Janeiro, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, criticou a redução do fornecimento de gás natural determinado pela Petrobras, na terça-feira, que deixou milhares de motoristas sem encontrar o produto nos postos.
Júlio Bueno avisou que, se a estatal insistir na redução do fornecimento de gás, o governo estadual vai direcionar o produto para os consumidores finais usarem em suas residências e automóveis e vai deixar por último o suprimento de gás para as três termelétricas que a Petrobras tem no estado.
Júlio Bueno reconheceu que o consumo de gás natural no Brasil está acima da capacidade de produção, mas disse que foi a própria Petrobras que incentivou milhares de motoristas a converterem seus veículos e usar gás em vez de gasolina.
Segundo especialistas, o fornecimento de gás natural no Brasil só deve ser normalizado a partir de 2010, quando entram em produção novos poços da Petrobras, na bacia do Espírito Santo.
Petrobras nega aumento de 30% no preço do gás
Quinta, 01 de Novembro de 2007 às 19:48, por: CdB