Logo após receber o cargo de ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, disse, nesta segunda-feira, que a Petrobras "dobrará a mão" da Bolívia e que segue valendo o prazo até o final de outubro para que as multinacionais fechem novos contratos caso desejem continuar no país.
Apesar da resolução que determina o controle do caixa das duas refinarias da Petrobras na Bolívia ser congelada na última sexta-feira, o decreto ministerial continua válido. Em entrevista a tevê americna CNN, Evo Morales, negou que a medida seja um confisco e disse que Lula é "um irmão mais velho" e que o "Brasil é um país aliado".
-Jamais vamos confiscar. Se há uma nacionalização do gás, do petróleo na Bolívia é para que o governo exerça o direito de propriedade sem confiscar, nem expropriar as empresas -disse o presidente.
O ministro dos Hidrocarbonetos afirmou que as negociações com o Brasil estão abertas e têm a seu favor "a vantagem" de que a Bolívia já obteve acordos com a Argentina para vender 27,7 milhões de metros cúbicos diários de gás a um preço superior ao apgo atualmente pelo Brasil.
Villegas disse, ainda, que se não forem fechados acordos até 28 de outubro será aplicado de maneira "inflexível" o artigo 3 da resolução. Segundo esse artigo "as companhias que não tiverem assinado contratos não poderão continuar operando no país".
Ao entregar seu cargo para Villegas, Andre Soliz, afirmou que não renunciou porque se negou a anular a resolução emitida três dias antes.
-O único problema de governar desta maneira é que se criam reações populares de tal magnitude que depois produzem comoções e revoluções,-disse.
Petrobras 'não dorbrará a mão' da Bolívia, diz novo ministro
Segunda, 18 de Setembro de 2006 às 16:15, por: CdB