O presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, disse que os preços da gasolina e do diesel estão "absolutamente alinhados" com o mercado internacional. Dutra não vê a possibilidade de um novo reajuste este ano, mas não descarta que isso ocorra.
- Se os preços internacionais se mantiverem como estão, não há porque (reajustar os preços), disse em entrevista coletiva em Macaé, onde participa de solenidade comemorativa dos 30 anos da Bacia de Campos. Ele comentou ainda que "por estarmos já no dia 7 de dezembro, dificilmente deve ocorrer um novo reajuste.
Dutra admitiu, contudo, que os preços do GLP (gás de cozinha) estão defasados, mas que é estratégia da empresa não reajustá-los. "Experiências passadas mostram que o consumo do produto cai significativamente após um reajuste e não vale a pena aumentar este valor atual", disse. Ele não quis informar qual seria esta defasagem. O valor do GLP é o mesmo desde 29 de dezembro de 2002, quando o governo anterior fez o último reajuste. "É uma decisão empresarial", justificou Dutra.
A revisão do planejamento estratégico da Petrobras em 2005 pode alterar o valor de robustez e o de referência para o barril de petróleo, utilizados pela empresa para avaliar a financiabilidade de seus investimentos. Segundo Dutra, a exemplo do que fizeram outras companhias petrolíferas, estes valores devem ser reajustados para cima, devido ao aumento nos preços internacionais do petróleo.
Hoje, o valor de robustez é de US$ 16 e o de referência é de US$ 23. Isso significa que a Petrobras não investe em um campo de petróleo que não se pague se o preço do barril cair até US$ 16.