Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 2026

Petrobras inicia produção de petróleo na Nigéria

A Petrobras vai iniciar a produção de petróleo em campo na Nigéria a partir de 21 de julho, anunciou a empresa. O campo de Agbami, descoberto em 1998, deve produzir inicialmente 100 mil barris diários, atingindo 250 mil a partir de 2009. (Leia mais)

Segunda, 30 de Junho de 2008 às 13:53, por: CdB
A Petrobras vai iniciar a produção de petróleo em campo na Nigéria a partir de 21 de julho, anunciou a empresa.

O campo de Agbami, descoberto em 1998, deve produzir inicialmente 100 mil barris diários, atingindo 250 mil a partir de 2009.

A produção do campo nigeriano, em parceria com as empresas Total e Chevron-Texaco, é resultado de um investimento de US$ 2,2 bilhões.

A Petrobras detém ainda participações nos campos de Akpo e Engina, também na Nigéria, que devem iniciar exploração em 2009 e elevar para 453 mil barris de petróleo por dia a produção da empresa no país africano.

Nos próximos quatro anos, a Petrobras deve destinar US$ 1,4 bilhão para a Nigéria, de um total de US$ 15 bilhões que pretende investir nos 23 países onde atua.

O anúncio do início da produção na Nigéria ocorre em um momento de intenso debate no Brasil sobre possíveis mudanças na regulação da exploração após a descoberta de gigantescas reservas na Bacia de Santos, como os campos de Júpiter e Tupi.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que a proposta de gestão das reservas apresentada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, não é a mais adequada.

Na semana passada, Lobão defendeu a criação de uma empresa estatal para administrar a exploração dessas reservas, já que grande parte da camada pré-sal ainda não foi concedida à exploração, permanecendo nas mãos do Estado brasileiro.

A estatal seria proprietária das reservas e responsável pela contratação de empresas do segmento, que receberiam uma participação para explorar os blocos abaixo da camada de sal.

- Poucos países têm simplesmente prestação de serviços. Esse modelo significa que você contrata uma empresa que recebe uma taxa - afirmou José Sérgio Gabrielli ao Valor Econômico.

Entre os países que adotam o modelo proposto pelo ministro estão Irã e México, ambos com dificuldades para aumentar a produção de petróleo.

Gabrielli defendeu a manutenção da atual regulação no Brasil por ser clara e não gerar dúvidas para a Petrobras e para as empresas estrangeiras detentoras de licenças no pré-sal.

- As licenças já foram dadas, os contratos já foram assinados e eles prevêem inclusive que é preciso individualizar a produção no caso de existirem reservatórios conectados - sublinhou.

Atualmente, a Petrobras controla a quarta maior reserva entre as petrolíferas, com 11,7 bilhões de barris, sem incluiu as descobertas mais recentes.
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