Rio de Janeiro, 25 de Outubro de 2026

Petrobras diz que normalizou produção

Em nota, distribuída na manhã desta terça-feira, a Petrobras informou que a produção de petróleo na bacia de Campos, no Rio de Janeiro, já está totalmente normalizada, no segundo dia de greve dos petroleiros. A empresa informou que o Plano de Contingência adotado nas plataformas de produção paralisadas pelo movimento grevista foi bem sucedido e que continuará até o final da greve, previsto para sexta-feira. Companhia garante que conteve os efeitos da greve nas plataformas

Terça, 15 de Julho de 2008 às 07:49, por: CdB

Em nota, distribuída na manhã desta terça-feira, a Petrobras informou que a produção de petróleo na bacia de Campos, no Rio de Janeiro, já está totalmente normalizada, no segundo dia de greve dos petroleiros. A empresa informou que o Plano de Contingência adotado nas plataformas de produção paralisadas pelo movimento grevista foi bem sucedido e que continuará até o final da greve, previsto para sexta-feira.

Segundo a nota, “a produção da Bacia de Campos está praticamente normalizada, tendo atingido às 18 horas desta segunda-feira mais de 96% de sua capacidade, com a redução da produção ficando em apenas 63 mil barrisdia”.

Na avaliação da estatal, o Plano de Contingência foi implementado com sucesso. “A equipe de contingência está habilitada a manter a produção e garantir a segurança das plataformas”, afirmou a Petrobras.

Depois de garantir que as plataformas de perfuração operam normalmente, a empresa voltou a reiterar que está aberta ao diálogo e que aguarda a manifestação do sindicato sobre a proposta apresentada na ultima quinta-feira.

“A direção da companhia ressalta mais uma vez que a mesa de negociação deve prevalecer como forma mais adequada para o bom relacionamento entre a empresa, sua força de trabalho e as entidades sindicais”, afirmou, na nota, a Petrobras.

Greve mais ampla

O sindicato dos petroleiros poderá estender a greve de cinco dias que começou na segunda-feira na bacia de Campos, maior unidade de produção do Brasil, para as unidades da federação onde haja refinarias e terminais de descarga, afirmaram sindicalistas, nesta terça-feira.

Os funcionários da Petrobras da bacia de Campos, que produz 80% do petróleo brasileiro, entraram no segundo dia de uma greve planejada até sexta-feira e afirmaram que ainda não foi agendado um encontro com a Petrobras.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (Fup), líderes do movimento buscam um encontro com a direção da companhia "o quanto antes", afirmou Genivaldo Silva, diretor do sindicato, mas pretendem se reunir nas próximas horas para discutir uma greve mais ampla, visando exigir maior participação nos lucros e segurança no trabalho.

- A Petrobras afirmou que sua oferta é final, então agora nós teremos uma queda de braço sobre isso. Nossa proposta de greve afetará o país inteiro e incluirá também as refinarias e terminais - disse Genivaldo Silva a jornalistas.

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