Rio de Janeiro, 18 de Outubro de 2026

Petrobras diz que fornecimento de gás boliviano ao Brasil está normal

A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, informou na noite de terça-feira que o abastecimento de gás natural vindo da Bolívia está “absolutamente completo e normal”. O Brasil recebe por dia cerca de 31,74 milhões de metros cúbicos de gás boliviano. Questionada sobre os reflexos do fechamento da fronteira e dos postos alfandegários do departamento boliviano de Santa Cruz, ela avaliou que o país vizinho tem sido um “excepcional supridor de gás para o Brasil, apesar de todas as suas inquietações”. As informações foram divulgadas no site da Petrobras.(Leia Mais)

Quarta, 10 de Setembro de 2008 às 07:49, por: CdB

A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, informou na noite de terça-feira que o abastecimento de gás natural vindo da Bolívia está “absolutamente completo e normal”. O Brasil recebe por dia cerca de 31,74 milhões de metros cúbicos de gás boliviano.
Questionada sobre os reflexos do fechamento da fronteira e dos postos alfandegários do departamento boliviano de Santa Cruz, ela avaliou que o país vizinho tem sido um “excepcional supridor de gás para o Brasil, apesar de todas as suas inquietações”. As informações foram divulgadas no site da Petrobras.

Maria das Graças Foster reiterou a expectativa positiva por parte da estatal e afirmou que, até o momento, não há sinal algum que indique a perda de suprimento do gás vindo da Bolívia. A situação política no país vizinho é de insegurança, segundo nota oficial divulgada pelo Parlamento do Mercosul. No dia 10 de agosto, a maioria da população boliviana decidiu, por meio de um referendo, manter o governo de Evo Morales e de diversos governadores.

Mesmo com a aprovação do povo, grupos de estudantes radicais e líderes de comitês cívicos já realizaram vários protestos e fecharam as fronteiras do departamento de Santa Cruz com o Brasil.

Bolívia

Na quarta-feira, manifestantes ocuparam as instalações de um gasoduto no sudeste da Bolívia, mas sem conseguir cortar a exportação de gás natural para o Brasil, em um endurecimento dos protestos da oposição regional contra o governo esquerdista do presidente Evo Morales.

A tentativa de sabotagem ao fornecimento de gás para o país coincidiu com uma onda de invasões de prédios públicos nos quatro distritos dominados pela oposição no leste da Bolívia. Os quatro departamentos iniciaram processos de autonomia, em meio a uma tentativa de reforma constitucional socialista incentivada por Morales.

A Superintendência de Hidrocarbonetos informou que a tomada da estação intermediária de um gasoduto operado por um consórcio de companhias estrangeiras ocorreu perto da cidade de Villamontes, a 900 quilômetros ao sudeste de La Paz, na região do Chaco, região de procedência de todo o gás boliviano para a exportação.

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