O papel da Petrobras nos planos do governo para aumentar a produção de etanol no país será apenas de produtora, afirmou o presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rosseto, que pretende crescer no setor prioritariamente em parceria com os atuais sócios, Guarani e Nova Fronteira.
– Nós teremos uma posição relevante dentre os maiores produtores de etanol do Brasil. A agenda de regulação é do governo, não nossa –, disse o executivo e ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, que terminou 2010 com uma capacidade instalada de 1 milhão de metros cúbicos, junto com os seus sócios, ou o 3o maior produtor brasileiro.
O braço de biocombustíveis da Petrobras terminou 2010 com 10 usinas, mas em 2011 partirá para novas compras e investimentos na expansão das atuais unidades.
– Estamos discutindo no âmbito do novo plano de negócios (2011-2015) que será divulgado em maio como serão os investimentos em etanol, não temos nada fechado ainda", garantiu Rosseto, que no plano anterior (2010-2014) tinha orçamento de US$ 1,9 bilhão e meta de ter 5 por cento do mercado de etanol em 2014.
– Estamos estudando como será o nosso posicionamento em um mercado que cresce 10% ao ano e não é só em carros e motos, a Braskem, por exemplo, usa 400 mil metros cúbicos de etanol por ano na sua operação e vai se expandir, isso provoca impacto no mercado –, explicou.
No foco da Petrobras estarão usinas já construídas e prontas para serem ativadas ou as que tenham capacidade ociosa que possam ser ampliadas.
– Nossa prioridade vão ser projetos que tenham 100% de mecanização, qualidade de governança...temos várias conversas que podem responder esse projeto de crescimento –, exemplificou o executivo, sem citar nomes de possíveis alvos.
A busca de um melhor desempenho das lavouras e das usinas também está no centro do planejamento de Rosseto, que prega a verticalização como a melhor maneira de aumentar a produção de etanol no país.
– Um dos desafios é pensar em estratégia de crescimento vertical do setor, temos que trabalhar com escassez de oferta de recursos naturais, temos que produzir mais etanol com menos água e menos disponibilidade de terra –, disse Rosseto, prevendo que somente elevados investimentos em tecnologia vão resolver o problema.
– Hoje produzimos 7 ou 8 mil litros por hectare, temos que passar para 11 ou 12 mil litros por hectare. O governo brasileiro tem que ter a ideia do crescimento vertical, investir junto com as empresas privadas para aumentar a produção nas área que já estão plantadas –, explicou.
Rosseto disse que na agenda 2011 do setor também estará sem dúvida a discussão de um marco regulatório para o etanol, antes tratado como álcool e ligado à agricultura, e agora alçado ao status de combustível.
– O governo seguramente tomará a iniciativa de formular um novo marco de regulação, tanto para o etanol como para o biodiesel –, avaliou, lembrando que no caso do biodiesel, que já está regulado, haveria apenas uma atualização, já que a taxa de mistura de 5% ao diesel para 2013 já foi superada.
– À medida que o etanol hoje é mais de 50% da oferta de combustível, passa a ter uma importância estratégica –, ressaltou.
Para ajudar a estabilizar o setor, que vive altos e baixos por seguir o ritmo das safras da cana-de-açúcar, Rosseto defende entre outras coisas a formação de estoques estratégicos pelo governo e a adoção de contratos de longo prazo.
– Hoje o contrato é praticamente spot (à vista) e o melhor instrumento para regulação são contratos de médio e longo prazos. O governo deverá estimular isso de alguma maneira –, disse o executivo, citando o contrato da Guarani com a BR Distribuidora, pelo período de quatro anos, como um exemplo que ajuda a tornar o mercado mais previsível.
Petrobras descarta regular etanol
O papel da Petrobras nos planos do governo para aumentar a produção de etanol no país será apenas de produtora, afirmou o presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rosseto, que pretende crescer no setor prioritariamente em parceria com os atuais sócios, Guarani e Nova Fronteira.
Sexta, 29 de Abril de 2011 às 08:23, por: CdB
O papel da Petrobras nos planos do governo para aumentar a produção de etanol no país será apenas de produtora, afirmou o presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rosseto, que pretende crescer no setor prioritariamente em parceria com os atuais sócios, Guarani e Nova Fronteira.
– Nós teremos uma posição relevante dentre os maiores produtores de etanol do Brasil. A agenda de regulação é do governo, não nossa –, disse o executivo e ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, que terminou 2010 com uma capacidade instalada de 1 milhão de metros cúbicos, junto com os seus sócios, ou o 3o maior produtor brasileiro.
O braço de biocombustíveis da Petrobras terminou 2010 com 10 usinas, mas em 2011 partirá para novas compras e investimentos na expansão das atuais unidades.
– Estamos discutindo no âmbito do novo plano de negócios (2011-2015) que será divulgado em maio como serão os investimentos em etanol, não temos nada fechado ainda", garantiu Rosseto, que no plano anterior (2010-2014) tinha orçamento de US$ 1,9 bilhão e meta de ter 5 por cento do mercado de etanol em 2014.
– Estamos estudando como será o nosso posicionamento em um mercado que cresce 10% ao ano e não é só em carros e motos, a Braskem, por exemplo, usa 400 mil metros cúbicos de etanol por ano na sua operação e vai se expandir, isso provoca impacto no mercado –, explicou.
No foco da Petrobras estarão usinas já construídas e prontas para serem ativadas ou as que tenham capacidade ociosa que possam ser ampliadas.
– Nossa prioridade vão ser projetos que tenham 100% de mecanização, qualidade de governança...temos várias conversas que podem responder esse projeto de crescimento –, exemplificou o executivo, sem citar nomes de possíveis alvos.
A busca de um melhor desempenho das lavouras e das usinas também está no centro do planejamento de Rosseto, que prega a verticalização como a melhor maneira de aumentar a produção de etanol no país.
– Um dos desafios é pensar em estratégia de crescimento vertical do setor, temos que trabalhar com escassez de oferta de recursos naturais, temos que produzir mais etanol com menos água e menos disponibilidade de terra –, disse Rosseto, prevendo que somente elevados investimentos em tecnologia vão resolver o problema.
– Hoje produzimos 7 ou 8 mil litros por hectare, temos que passar para 11 ou 12 mil litros por hectare. O governo brasileiro tem que ter a ideia do crescimento vertical, investir junto com as empresas privadas para aumentar a produção nas área que já estão plantadas –, explicou.
Rosseto disse que na agenda 2011 do setor também estará sem dúvida a discussão de um marco regulatório para o etanol, antes tratado como álcool e ligado à agricultura, e agora alçado ao status de combustível.
– O governo seguramente tomará a iniciativa de formular um novo marco de regulação, tanto para o etanol como para o biodiesel –, avaliou, lembrando que no caso do biodiesel, que já está regulado, haveria apenas uma atualização, já que a taxa de mistura de 5% ao diesel para 2013 já foi superada.
– À medida que o etanol hoje é mais de 50% da oferta de combustível, passa a ter uma importância estratégica –, ressaltou.
Para ajudar a estabilizar o setor, que vive altos e baixos por seguir o ritmo das safras da cana-de-açúcar, Rosseto defende entre outras coisas a formação de estoques estratégicos pelo governo e a adoção de contratos de longo prazo.
– Hoje o contrato é praticamente spot (à vista) e o melhor instrumento para regulação são contratos de médio e longo prazos. O governo deverá estimular isso de alguma maneira –, disse o executivo, citando o contrato da Guarani com a BR Distribuidora, pelo período de quatro anos, como um exemplo que ajuda a tornar o mercado mais previsível.