A popularização do uso de gás natural veicular (GNV) ganhou mais um incentivo, nesta terça-feira. A Petrobrás assinou um convênio para estimular o uso do GNV na frota de ônibus urbanos do país, dando garantia de preço aos transportadores que passarem a utilizar o combustível. O documento também foi assinado pelos ministérios das Cidades e de Minas e Energia.
- Por dez anos os preços do gás não poderão ultrapassar 55% do preço do diesel- informou o diretor de Gás e Energia da estatal, Ildo Sauer.
O contrato possibilita, ainda, que as empresas consigam abater os custos de conversão dos motores dos veículos de diesel para GNV.
Cerca de 33% da frota de ônibus urbanos do país estão localizados em cidades já atendidas por redes de distribuição de gás, podendo potencialmente integrar o projeto. A estatal estima que o consumo potencial do gás natural veicular com o transporte público urbano seja da ordem de 10,5 milhões de metros cúbicos por dia.
A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, afirmou que a substituição do diesel pelo gás natural veicular contribui para a eficiência energética, reduzindo custos e diminuindo a emissão de poluentes.
- A utilização do gás natural melhora a qualidade do ar, da saúde da população e diminui os custos - disse.
Sobre a crise polícia na Bolívia, desencadeada pela renúncia do presidente, Carlos Mesa, Dilma e Sauer afirmaram que o abastecimento de gás da Petrobrás não será afetado.
- No momento não há expectativa de mudança. O contrato está em vigor. Nunca houve ameaça. O fornecimento de gás não está em questão - disse Sauer.
Os ônibus movidos a GNV também já foram testados em Porto Alegre e Rio de Janeiro.