Diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa participou, nesta quarta-feira, em Recife, da solenidade de assinatura dos contratos de doação do terreno para a Refinaria do Nordeste - Abreu e Lima, e para a elaboração dos Estudos de Impacto Ambiental - EIA/RIMA. O empreendimento irá se somar aos esforços de produção da companhia que, em julho, produziu 2,3 milhões de barrís de óleo equivalente (boe). Esse resultado é 5% maior que o obtido no mês anterior e 1,2% acima da produção de julho de 2005.
Considerados apenas os campos nacionais, a produção média de petróleo e gás alcançou 2.069.611 barris equivalentes por dia (boe), refletindo um aumento de 2,2% sobre a produção de julho do ano passado e 5,5% em relação a junho de 2006, que foi de 1.961.694 boe.
Nesta mesma unidade (boe), a produção de petróleo e gás natural, proveniente dos oito países onde a Petrobras mantém ativos, chegou a 245.371 barris/dia, refletindo um aumento de 0,9% em relação ao mês passado. Isso se deveu ao aumento da produção na Bolívia e nos Estados Unidos.
Se comparado a julho de 2005, a produção internacional foi 6,9% menor, devido à migração dos contratos operacionais na Venezuela, para a modalidade de empresa mista com participação majoritária da PDVSA, empresa estatal daquele país. Por esta mesma razão, a produção exclusiva de petróleo pela Companhia no exterior, de 141.071 barris, foi menor que os 165.803 do mesmo mês do ano passado.
A produção de gás natural dos campos nacionais foi de 45.230 mil metros cúbicos diários, 2,7% maior do que o total de julho de 2005 e 1,6% acima do que foi produzido no mês passado.
Aquisição
A Petrobras America Inc., subsidiária integral da Petobras sediada em Houston, nos Estados Unidos, anunciou a aquisição de participação adicional de 25% no campo de Cascade, e de 26,67% no campo de Chinook, da BHP Billiton, ambos situadas no setor norte-americano do Golfo do México (GoM). A Petrobras também decidiu adquirir até a totalidade dos 15% da participação que a Hess detém no campo de Chinook. Após a conclusão destas duas transações, a companhia passará a deter 50% de participação em Cascade e até 71,67% em Chinook. A Petrobras será a operadora no desenvolvimento dos dois campos. As participações restantes em Cascade e Chinook permanecerão com a Devon e com a Total, respectivamente.
Cascade e Chinook ficam situados no quadrante denominado Walker Ridge do GoM, em profundidades de água que variam de 2.100m a 2.750m. As duas acumulações apresentaram significativas zonas de interesse com petróleo, em reservatórios do Paleogeno, nas profundidades de cerca de 8.300 metros. Em Cascade, foram perfurados poços adicionais que confirmaram a extensão dos reservatórios com petróleo. Em Chinook, está sendo planejada uma avaliação neste mesmo sentido para futuro próximo.
Desafios tecnológicos
Considerando os desafios tecnológicos e operacionais aos quais estes desenvolvimentos estão sujeitos, a Petrobras pretende instalar um sistema de produção em fases, que possibilite a antecipação do primeiro óleo para 2009. Inicialmente, dois poços em Cascade e pelo menos um em Chinook serão completados com a utilização de um Sistema de Produção, Armazenamento e Bombeamento flutuante (FPSO). Para a fase seguinte, serão projetados poços e instalações adicionais, em conformidade com os resultados obtidos na fase inicial.
O desenvolvimento de Cascade e Chinook é de enorme importância para a Indústria do Petróleo no Golfo do México. Além de produzir petróleo de reservatórios paleogênicos nunca antes desenvolvidos nessa profundidade de água, será utilizado um conceito de desenvolvimento baseado em uma unidade de produção do tipo FPSO, o que será uma novidade nas águas americanas do Golfo do México, embora esta tecnologia seja muito familiar para a Petrobras em s