A bolsa Argentina fechou esta segunda-feira com uma alta de 4,66 por cento diante da forte liquidez que impera no mercado. O painel líder Merval de Buenos Aires aumentou 1.199,44 pontos, o máximo do dia, para voltar ao terreno positivo em fevereiro com um acumulado de 5,14 por cento.
As operações acionárias somaram 127 milhões de pesos (43,3 milhões de dólares), em que as altas superaram as baixas por 43 a 18, com outras 11 empresas sem câmbios.
- O volume sustentado com o qual conta o mercado acionário arrasta os preços para a alta de maneira muito forte, sobretudo em praças como o Grupo Financeiro Galicia (GFG), (o banco) Bansud ou Petrobras Participações -, disse Jorge Alberti, operador de um portal especializado em bolsas.
A Argentina procura reestruturar sua dívida de 88 bilhões de dólares com credores privados depois da moratória de janeiro de 2002, e os operadores esperam uma oferta final para as próximas semanas.
Além disso, uma missão do FMI está no país para monitorar a economia e tentar aprovar a segunda etapa de um acordo firmado entre as partes em setembro de 2003.
Especialistas em mercado acreditam que a Argentina deverá enfrentar um vencimento de dívida perante o próprio FMI de cerca de 3,1 bilhões de dólares em março.
As opções -- que venceram na última quinta-feira -- têm influência direta sobre os negócios, uma vez que os contratos bimestrais firmados anteriormente são regidos de acordo com o valor acionário do momento.
O índice geral da bolsa subiu 3,54 por cento frente a um tipo de câmbio apreciado em 0, 34 por cento, a 2,935 pesos por dólar.
O Merval se firmou até o fechamento pelas altas destacadas no Grupo Galicia com 6,38 por cento a 2,50 pesos e na gigante brasileira Petrobras Participações com 6,49 por cento a 4,10 pesos.
``A combinação favorável de dados robustos na atividade econômica, a melhora nas relações com o FMI e as baixas taxas bancárias deverão continuar provocando a alta das cotas acionárias'', disse em um comunicado a consultoria privada Argentine Research.