O primeiro dia da semana começou com muito trabalho para a administração petista em Brasília. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou, em medida de emergência, uma reunião no Palácio do Planalto com ministros e líderes do governo para tomar providências no caso do escândalo sobre um assessor de José Dirceu acusado de corrupção.
O ex-subchefe de Assuntos Parlamentares do Planalto, Waldomiro Diniz, foi flagrado cobrando propina de um bicheiro, em 2002, para financiar campanhas eleitorais de candidatos a governador no Rio e em Brasília. No congresso, os governistas correm contra o tempo e articulam para impedir uma CPI e poupar o homem forte do presidente. Nesta segunda, Dirceu falou que a denúncia não foi neste governo.
Na reunião, foram discutidas as estratégias do Planalto para lidar com o caso. Depois, diante dos microfones, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu - padrinho político e amigo de Waldomiro há 12 anos - discursou rapidamente na sessão de abertura dos trabalhos do Legislativo e se esquivou de perguntas. Disse apenas que o governo já tomou as medidas necessárias e que o resto cabe ao Ministério Público e à Polícia Federal, que investigam o caso.
O presidente nacional do PT, José Genoíno, juntou-se ao bloco dos que evitam a criação de uma CPI.
- Não tem sentido uma CPI porque o fato não correu no governo Lula e não há notícia de irregularidades cometidas pelo Waldomiro na Casa Civil - disse Genoino.