Rio de Janeiro, 26 de Maio de 2026

Petistas pressionam Mercadante a deixar liderança

Aliados políticos do líder governista no Senado, Aloízio Mercadante (PT-SP), estão recomendando ao parlamentar que abandone a articulação política no Congresso para dedicar-se integralmente à campanha para o governo de São Paulo nas eleições de 2006. (Leia Mais)

Sexta, 20 de Maio de 2005 às 07:09, por: CdB

Aliados políticos do líder governista no Senado, Aloízio Mercadante (PT-SP), estão recomendando ao parlamentar que abandone a articulação política no Congresso para dedicar-se integralmente à campanha para o governo de São Paulo nas eleições de 2006.

De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o desgaste de Mercadante, que já era grande, aumentou ainda mais nesta quinta-feira, quando o Senado recusou o nome definido por meio de acordo entre o petista e a oposição para ocupar uma vaga no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - o jurista e ex-secretário de Justiça do Estado de São Paulo Alexandre de Moraes, indicado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Governistas têm afirmado internamente que Mercadante já perdeu a credibilidade necessária para fechar os acordos em favor do governo, ficando quase insustentável sua permanência no cargo. Recentemente, o senador passou de homem forte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a alvo de críticas e ataques entre opositores e integrantes da base aliada em Brasília. Comenta-se que será inviável conciliar suas pretensões eleitorais com a difícil tarefa de negociador.

PSDB e PFL acusam Aloízio Mercadante de ter se aliado ao líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna (PB), contra a eleição de Moraes, em uma manobra "eleitoreira", a qual teria causado um "constrangimento eleitoral em São Paulo", segundo as palavras de senadores do próprio PT. Mercadante, inclusive, teria reconhecido o erro.

O líder do PT no Senado chegou, inclusive, a desqualificar Moraes, atacando sua atuação na Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) devido ao elevado número de rebeliões registrado na entidade recentemente. Os ataques acabaram resultando em críticas a Mercadante dos senadores petistas Cristovam Buarque (DF) e Eduardo Suplicy (SP), os quais fizeram elogios à atuação do candidato.

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