Lançada pelo PT, a hora é de nos engajarmos todos na campanha nacional que o partido começou a fazer em defesa da reforma política. A sociedade está convidada e convocada a participar do debate e, para tanto, o partido vai confeccionar 100 mil panfletos e cartilhas em defesa, dentre outros pontos, do financiamento público da campanha, do voto em lista, da cota para mulheres no Poder Legislativo e do aumento no número de referendos e plebiscitos.
Vamos discutir, e com maior intensidade agora, por exemplo, a proposta do relator da Comissão da Reforma instalada na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), de instituição do voto proporcional misto no nosso sistema eleitoral. Ele vai apresentar seu anteprojeto na próxima 4ª feira.
A proposta de Fontana enseja uma excelente discussão: sugere que para o Parlamento o eleitor vote duas vezes, uma num partido ou coligação e outra num candidato, que pode ser de outra sigla. A distribuição das vagas no Legislativo será, assim, alternada entre os mais votados de cada aliança e a ordem da lista pré-determinada.
Outro ponto fundamental nessa discussão, para os petistas e para o país, é o financiamento público de campanha. Ele é um dos caminhos - se não o único, é o melhor - que possibilita mais controle sobre os gastos dos candidatos. Fontana, inclusive propõe a criação de um fundo a ser gerido pela Justiça Eleitoral que, além de recursos do orçamento, vai poder contar com doações de empresas, inclusive estatais.
Além do financiamento público de campanha, o relator incluiu no documento a defesa que o PT faz de uma cota de participação das mulheres nos poderes Legislativos federal, estaduais e municipais. Já há uma lei que determina que os partidos reservem 30% das vagas para candidatas, mas todos nós sabemos que ela não garantiu cadeiras para mulheres, nem uma maior participação delas na disputa por cargos nas eleições.
Petistas em campanha nacional pela reforma política
Sábado, 06 de Agosto de 2011 às 09:15, por: CdB