Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Pessoas são detidas durante greve de rodoviários no Rio

A capital Fluminense enfrentou nesta quinta-feira diversos problemas devido à greve dos rodoviários do município do Rio. Os pontos de ônibus permaneceram lotados, piquetes foram montados em diversos pontos da cidade e muitos coletivos estão sendo depredados por manifestantes que repudiam os colegas de trabalho por não terem aderido ao movimento grevista.

Quinta, 08 de Maio de 2014 às 09:19, por: CdB
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om a greve dos rodoviários, movimentação de passageiros na Central do Brasil é intensa
A capital Fluminense enfrentou nesta quinta-feira diversos problemas devido à greve dos rodoviários do município do Rio. Os pontos de ônibus permaneceram lotados, piquetes foram montados em diversos pontos da cidade e muitos coletivos estão sendo depredados por manifestantes que repudiam os colegas de trabalho por não terem aderido ao movimento grevista. Na Avenida Brasil, principal ligação das Zonas Norte e Oeste ao centro da cidade, um motorista acelerou em direção ao piquete e feriu dois manifestantes próximo à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, na Zona Norte. Cinco pessoas foram detidas, entre elas, o motorista do carro. Há piquetes na Avenida Brasil também perto da Parada de Lucas, na zona norte. Em Realengo, na Zona Oeste do Rio, um ônibus teve o retrovisor quebrado por um homem que seguia o coletivo em um carro. Na Cidade de Deus, em Jacarepaguá, rodoviários montaram piquetes e interditaram trechos de acesso à comunidade. Um grupo interdita a pista lateral da Avenida Ayrton Senna em direção a Barra da Tijuca. Piquetes também foram montados na Avenida Marechal Rondon, principal ligação entre o Méier e o bairro do Maracanã, na zona norte. O corredor expresso BRT Transoeste está com o trecho entre Santa Cruz e Campo Grande, bairros da zona oeste, fechado por motivos de segurança. O engenheiro Rodrigo Brandão disse que saiu de madrugada de casa e os pontos de ônibus estavam cheios, mas sem veículos circulando. “Saí de casa por volta das 5h. Fiquei 20 minutos no ponto, e não havia passado o ônibus que geralmente passa no horário. Tive que caminhar para pegar a van, que estava superlotada. Observei que na rodoviária de Campo Grande não havia nenhum ônibus e a única opção era o trem.” A técnica de enfermagem Adriana Oliveira se atrasou para levar a sua filha de 15 anos ao médico devido ao longo engarrafamento na Avenida Dom Hélder Câmara, na zona norte do Rio, e a demora para conseguir entrar em um ônibus. “Saí de casa às 6h40. Peguei o ônibus 40 minutos depois. Congestionamento horrível. Demoro só 40 minutos da minha casa até o hospital, hoje já estou levando mais de uma hora.” O vice-presidente da Rio Ônibus, Otacílio Monteiro, que representa o sindicato patronal, considerou a greve puramente "política". Segundo ele, os grevistas montaram carros de som e piquetes em vários pontos da cidade. Otacílio Monteiro disse que somente a empresa de ônibus Jabour, em Realengo, teve 60 ônibus depredados e a Pavunense, 11. "Essa é uma atitude criminosa porque você não sabe com quem negociar." Otacílio Monteiro disse que os ônibus são responsáveis por 80% do transporte de passageiros. São transportadas 3,5 milhões de pessoas por dia, além de 900 mil que têm direito a gratuidade, como idosos, estudantes, deficientes físicos e doentes crônicos. "Nós antecipamos o acordo coletivo em dois meses, com a retroatividade a 1º de abril. O ganho real dos rodoviários chega a 11,6%, além do reajuste de 40% na cesta básica. É o maior aumento pago em todo o território nacional. Isso é péssimo para o Rio de Janeiro, principalmente com a proximidade da Copa do Mundo." Ônibus depredados  O Sindicato das Empresas de Ônibus do município do Rio (Rio Ônibus) informou que 325 ônibus foram depredados, desde o início da paralisação dos rodoviários do município, na madrugada desta quinta-feira. As principais avarias são quebra de parabrisas, janelas e retrovisores. A área mais afetada é a Zona Oeste, incluindo as regiões da Barra da Tijuca e Jacarepaguá. Devido à greve, a concessionária CCR Barcas registrou aumento de 300% na demanda de passageiros da linha que atende o bairro do Cocotá, na Ilha do Governador, na comparação com a média das quintas-feiras de maio do ano passado. Até às 10h desta quinta, foram transportados, aproximadamente, 3,6 mil passageiros no trajeto Cocotá-Praça XV. Durante o rush da manhã, a concessionária reforçou o efetivo e foram necessárias três viagens extras às 6h40, 7h30 e 9h05 para atender à grande demanda pelo transporte aquaviário na Ilha do Governador. Mesmo com o reforço na operação do Cocotá, a programação seguiu normalmente nas outras linhas pela manhã. O trajeto Charitas-Praça XV também registrou aumento na demanda. Até às 10h, aproximadamente 4,3 mil usuários fizeram a travessia, número 10% maior que a média das quintas-feiras de maio do ano passado. Na ligação Praça Arariboia-Praça XV, a CCR Barcas transportou, até às 10h, 27,7 mil passageiros, mantendo a média de usuários. De acordo com a Polícia Militar (PM), o Comando do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE) informou que houve uma manifestação de rodoviários do Rio, no início da manhã, na altura da Vila do João, em Manguinhos, onde cerca de 100 pessoas tentaram fechar a pista da Avenida Brasil, no sentido centro. Policiais militares estão no local, negociando com os grevistas para manter as pistas liberadas. A PM acionou um plano de operação especial para a greve dos rodoviários. Viaturas estão próximas às empresas de ônibus, monitorando o trânsito. Policiais estão posicionados ao longo das passarelas da Avenida Brasil, monitorando o trânsito e também há patrulhas em pontos estratégicos para evitar que as pistas sejam fechadas por piquetes de grevistas.
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