Rio de Janeiro, 16 de Setembro de 2026

Pesquisas mostram Bush em "zona de risco" para a reeleição

Embora o presidente George W. Bush continue tecnicamente empatado com seu adversário democrata à Presidência, John Kerry, nas pesquisas de opinião, é possível detectar nos eleitores o mesmo clima de pessimismo que já frustrou as pretensões eleitorais de outros presidentes, incluindo Bush pai. (Leia Mais)

Quarta, 12 de Maio de 2004 às 12:59, por: CdB

Embora o presidente George W. Bush continue tecnicamente empatado com seu adversário democrata à Presidência, John Kerry, nas pesquisas de opinião, é possível detectar nos eleitores o mesmo clima de pessimismo que já frustrou as pretensões eleitorais de outros presidentes, incluindo Bush pai.

Várias pesquisas recentes mostram a popularidade de Bush abaixo dos 50 por cento, enquanto aumentam as dúvidas dos eleitores sobre sua capacidade de lidar com a guerra e com a economia.

Cada vez mais gente acredita que o país esteja indo para a direção errada, um claro sinal de alerta para qualquer presidente que busque a reeleição.

"Ele está em território de risco", disse John Zogby sobre Bush. Mesmo assim, a seis meses da eleição, John Kerry não conseguiu capitalizar sobre a queda de popularidade do republicano.

Segundo Frank Newport, editor da pesquisa Gallup, a lenta trajetória de queda da popularidade de Bush, que chegou a 46 por cento na última pesquisa, é semelhante à dos três últimos presidentes a ser derrotados nas urnas -- George Bush, pai do atual presidente, Jimmy Carter e Gerald Ford.

Os cinco presidentes mais recentes a conseguir se reeleger nos EUA nunca ficaram abaixo dos 50 por cento de popularidade no ano da eleição, disse ele.

"A campanha de Bush tem de estar preocupada", afirmou.

O índice de 46 por cento de aprovação, na pesquisa Gallup de segunda-feira, foi o menor de seu mandato. Na semana passada, uma sondagem da NBC e do Wall St. Journal colocou o número em 47 por cento, sendo que para 49 por cento dos entrevistados Bush não merece ser reeleito.

Segundo os especialistas, os votos dos indecisos tendem a ir para o opositor, e não para o presidente atual, que já é bem conhecido.

Uma das principais armas de Bush -- sua atuação na guerra contra o terror -- está se voltando contra ele, com os números cada vez maiores de desaprovação ao modo como ele comanda a questão do Iraque.

Na área econômica, os eleitores continuam pessimistas, apesar dos sinais de crescimento. Na pesquisa da NBC, 60 por cento dos entrevistados acham que a economia vai ter problemas no futuro.

Os responsáveis pela campanha de Bush dizem que os números recentes não são motivo de alarme. "Compreendemos que as pesquisas flutuem. A pesquisa mais importante acontece em 2 de novembro", disse um representante da campanha, Scott Stanzel, referindo-se ao dia da eleição. "Sempre dissemos que a eleição seria apertada -- potencialmente tão apertada quanto em 2000."

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