Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Pesquisadores obtêm células-tronco de embrião humano clonado

Técnica usada em universidade dos EUA é a mesma aplicada para gerar a ovelha Dolly. Resultado abre portas para tratamento de doenças como Parkinson, mas responsáveis alertam que não se trata ainda de clonar humanos.

Sexta, 17 de Maio de 2013 às 06:00, por: CdB
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Técnica usada em universidade dos EUA é a mesma aplicada para gerar a ovelha Dolly
Técnica usada em universidade dos EUA é a mesma aplicada para gerar a ovelha Dolly. Resultado abre portas para tratamento de doenças como Parkinson, mas responsáveis alertam que não se trata ainda de clonar humanos. Um grupo de cientistas norte-americanos conseguiu, pela primeira vez na História, obter células-tronco humanas com o mesmo DNA de uma célula adulta. O trabalho, publicado na revista Cell, é o primeiro caso bem-sucedido da aplicação em pessoas da técnica de clonagem que deu origem, por exemplo, à ovelha Dolly. O anúncio é feito após 15 anos de pesquisas insistentes e uma série de fracassos científicos. Mas, segundo os autores do estudo, não se trata ainda de obter pessoas clonadas, mas sim de chegar à chamada fase de blastocisto do embrião para extrair as células-tronco. O que os pesquisadores da Universidade de Ciências de Oregon conseguiram foi transferir o núcleo da célula da pele, contendo o DNA de uma pessoa, para a célula de um óvulo, de onde foi retirado o material genético. O núcleo de uma célula adulta uniu-se, então, com um óvulo que produz células-tronco. - As células-tronco obtidas por essa técnica demonstraram a sua capacidade de se diferenciarem, como as células-tronco normais, em diferentes tipos de células nervosas, hepáticas e cardíacas - explicou o coordenador da pesquisa, Shoukhrat Mitalipov. As células-tronco também chamadas estaminais são as únicas que têm a capacidade de se diferenciarem em todo o tipo de células do organismo e de se multiplicarem sem limite, apresentando, assim, um grande potencial terapêutico.  Segundo cientistas, elas são promissoras no tratamento de doenças como Parkinson e esclerose múltipla. A pesquisa da Universidade de Oregon, feita após um bem-sucedido teste do mesmo tipo com macacos, tem o mérito, segundo especialistas, de não usar embriões fertilizados – o que poderia levantar questões éticas.
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