Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Pesquisadores estão mais próximo de anticoncepcional para homens

Pesquisadores australianos estão mais próximos de sintetizar uma pílula anticoncepcional para homens - mas o medicamento ainda levará mais de dez anos para chegar às farmácias. Os pesquisadores da Universidade Monash, em Melbourne.

Terça, 03 de Dezembro de 2013 às 11:41, por: CdB
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Novo tratamento pode ser revertido facilmente, segundo cientistas
Pesquisadores australianos estão mais próximos de sintetizar uma pílula anticoncepcional para homens - mas o medicamento ainda levará mais de dez anos para chegar às farmácias. Os pesquisadores da Universidade Monash, em Melbourne, encontraram uma forma reversível de impedir que os espermatozóides saiam junto com a ejaculação, sem afetar a função sexual. Testes em animais mostraram que o esperma pode ser mantido "em estoque" durante a relação. A busca por um anticoncepcional masculino até o momento se concentrou em pesquisar como os homens poderiam produzir espermatozóides não-funcionais. Mas, alguns medicamentos usados com este objetivo também tinham efeitos colaterais considerados "intoleráveis", segundo Sabatino Ventura, um dos pesquisadores da Universidade Monash. Estes medicamentos provocavam a infertilidade, mas também afetavam o apetite sexual ou causavam alterações permanentes na produção dos esperma. A descoberta foi publicada na revista especializadaProceedings of the National Academy of Sciences. Estoque Para chegar a este novo anticoncepcional masculino, os pesquisadores australianos tentaram uma abordagem diferente. Normalmente o esperma sai da "área de estoque" no canal deferente antes da ejaculação. O grupo de pesquisadores produziu camundongos geneticamente modificados que não conseguiam expelir o esperma para fora do canal deferente. - O esperma fica no local de estocagem então, quando o camundongo ejacula, não há esperma, ele é estéril - disse Ventura à agência britânica de notícias BBC. - É facilmente reversível e o esperma não é afetado, mas precisamos mostrar que podemos fazer isto em termos farmacológicos, provavelmente com dois medicamentos - acrescentou. Até o momento o grupo de pesquisas fez com que os camundongos ficassem estéreis mudando o DNA dos roedores para que eles parassem de produzir duas proteínas necessárias para mover o esperma. Agora, os cientistas precisam descobrir duas drogas que possam produzir o mesmo efeito. Eles acreditam que uma delas já foi desenvolvida e é usada há décadas em pacientes com crescimento benigno da próstata. Mas, a descoberta do segundo medicamento necessário pode levar até uma década. O processo descoberto pelos cientistas australianos também não é totalmente livre de efeitos colaterais. As proteínas que foram alteradas pelos cientistas têm um papel no controle dos vasos sanguíneos, então os efeitos colaterais poderão afetar a pressão e o batimento cardíaco. Mas, pelo menos nos camundongos, a única alteração detectada foi uma queda "muito pequena" na pressão sanguínea. Também pode haver uma alteração no volume da ejaculação. - É um estudo muito bom, quase como uma vasectomia biológica, que impede a saída do esperma - afirmou Allan Pacey, palestrante de andrologia na Universidade de Sheffield, na Inglaterra. - É uma boa ideia, mas eles precisam continuar (com a pesquisa) e observar o que faz com as pessoas - acrescentou.
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