Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

Pesquisadores descobrem que suco de limão é um poderoso antiviral

Pesquisadores alemães descobrem que ácido cítrico protege organismo contra o norovírus, transmitido através de mãos e alimentos contaminados. Fruta pode ser eficaz até mesmo após uma infecção, estimam cientistas.

Terça, 06 de Outubro de 2015 às 09:16, por: CdB
Por Redação, com DW - de Berlim: Pesquisadores alemães descobrem que ácido cítrico protege organismo contra o norovírus, transmitido através de mãos e alimentos contaminados. Fruta pode ser eficaz até mesmo após uma infecção, estimam cientistas.
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Pesquisadores alemães descobrem que ácido cítrico protege organismo contra o norovírus, transmitido através de mãos e alimentos contaminados
O norovírus, transmitido através de mãos ou alimentos contaminados, é altamente contagioso. Embora a infecção raramente seja fatal, ela sempre causa sintomas dolorosos e desconfortáveis. As dores musculares e nos membros, semelhantes às de uma gripe, vêm acompanhadas de diarreia e náuseas. Especialmente as crianças pequenas sofrem com o vírus. Até o momento, não havia tratamento para a infecção. "Quando os médicos diagnosticam um norovírus, não há nada que o paciente pudesse fazer, exceto suportá-lo", diz Grant Hansman, virologista no Centro Alemão de Pesquisa para o Câncer (DKFZ) em Heidelberg. Agora, no entanto, Hansman e seus colegas descobriram que o ácido cítrico, mais precisamente a molécula de citrato, é capaz de proteger as células contra a infecção. Com uma cristalografia de raios-X, os pesquisadores foram capazes de mostrar que o citrato se liga ao norovírus no ponto exato em que ele costuma entrar em contato com as células saudáveis, para infectá-las. Assim, o citrato forma uma espécie de barreira entre o vírus e as células. Um pouco de suco de limão na comida ou nas mãos pode ser suficiente para se proteger, estima Hansman. E ainda que a infecção já estivesse no corpo, limões poderiam ajudar. Alguns anos atrás, Hansman experimentou a técnica ele mesmo. Após um ataque de norovírus, o virologista bebeu três copos de suco de limão espremido na hora. "Tive a impressão de que os sintomas melhoraram. De qualquer forma, a náusea passou", diz. Há séculos, o limão desempenha um papel na limpeza de superfícies e na desinfecção de alimentos, mas ninguém sabia os mecanismos moleculares por trás disso. Existem lenços de papel com citrato e, em muitos países, as pessoas higienizam as mãos antes e depois de uma refeição com suco de limão. Hansman espera que o suco de limão também seja eficaz contra outros vírus gastrointestinais. Com a ajuda de estudos clínicos, ele quer descobrir se o citrato pode ser útil como um medicamento antiviral universal.

Maçã pode proteger o corpo

Experimento comprova que substâncias presentes na maçã são capazes de proteger as células do corpo do efeito nocivo dos radicais livres. Já diz a sabedoria popular que comer uma maçã por dia faz bem para a saúde. Mas será que ela pode, realmente, evitar doenças? Cientistas acreditam que sim. Está comprovado que a maçã contém nutrientes que protegem as nossas células, mesmo que a maior parte deles ainda seja um mistério para nós. – Conhecemos cerca de um terço dos nutrientes presentes na maçã – afirma o nutricionista Bernhard Watzl, do Instituto de Pesquisa para Nutrição e Alimentação Max Rubner, em Karlsruhe, na Alemanha. “Assim, dois terços das propriedades químicas da maçã, e seus efeitos no organismo,  permanecem completamente desconhecidos para nós.” Sabe-se que os radicais livres,  moléculas formadas por processos metabólicos do corpo ou que chegam até ele por meio de toxinas,  danificam o nosso DNA e atingem também as células sanguíneas responsáveis ​​pela resistência a doenças. Segundo a teoria, os antioxidantes presentes em frutas, verduras e legumes podem proteger as células do organismo. O Dr. Watzl quis verificar se isso é mesmo verdade e resolveu fazer um experimento com maçãs. Seis voluntários foram convidados para o teste: duas mulheres e quatro homens, de idades diferentes. Antes do teste, os cientistas coletaram uma amostra de sangue dos voluntários. Eles isolaram as células do sistema imunológico e as mergulharam em uma solução especial, que simula um violento ataque de toxinas do ambiente. – Isso nos possibilita desencadear um estresse oxidativo agudo (responsável pelo envelhecimento precoce e certos tipos de câncer, entre outras doenças) – explica Watzl. O resultado é uma clara danificação das células, que, em vez de esféricas, parecem um cometa. Em seguida, é a vez das maçãs. Todos os voluntários tiveram que comer um quilo inteiro da fruta para que o efeito fosse medido com mais facilidade. Uma nova amostra de sangue foi então coletada, e as células foram novamente submetidas a um ataque de toxinas ambientais.
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